Presidente do México mantém Congresso, mas perde prestígio, em eleições parlamentares
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Presidente do México mantém Congresso, mas perde prestígio, em eleições parlamentares

Presidente do México mantém Congresso, mas perde prestígio, em eleições parlamentares

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, manteve o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato no domingo, mas sofreu derrotas para uma oposição que tenta capitalizar o descontentamento com seu desempenho na economia e no combate ao crime, mostraram resultados iniciais.

Uma estimativa preliminar do Instituto Nacional Eleitoral (INE) mostrou a coalizão governista de López Obrador obtendo entre 265 e 292 das 500 cadeiras da câmara baixa, número aquém da maioria de dois terços que ele conseguiu na primeira metade de seu mandato.

O desfecho praticamente se alinhou às pesquisas de opinião, que apontaram uma corrida disputada nas últimas semanas, em que um acidente fatal no metrô da Cidade do México e acusações de que López Obrador interveio excessivamente na campanha minaram seu apelo.

López Obrador ataca seus antecessores, que retrata como corruptos e presos a interesses corporativos que só fomentaram pobreza, desigualdade e violência, mas mostra dificuldade para cumprir as promessas de combater a violência das gangues e fortalecer um crescimento anêmico.

“Precisamos de um governo que seja mais aberto ao que o empresariado está propondo”, disse Enrique Prendas, morador de 56 anos da Cidade do México que votou em López Obrador em 2018, mas desta vez optou pelo Partido de Ação Nacional (PAN) de centro-direita.

O Movimento de Regeneração Nacional (Morena) de López Obrador chegou à votação com 253 assentos da câmara baixa, mas obterá entre 190 e 203, segundo projeções do INE.

A nova câmara baixa tomará posse em setembro.

O Morena e seus aliado obtiveram 42,3% dos votos para a câmara baixa, de acordo com uma contagem preliminar de 58% das urnas. A principal aliança de oposição estava um pouco atrás com 40,7%.

A cifra individual do Morena estava bem à frente de seu rival mais próximo, o que lhe dá uma vantagem clara na conquista de assentos entre os 300 concedidos por um sistema de votação numérica, e não proporcional. As 200 vagas restantes da câmara são distribuídas por representação proporcional.

Para defender sua maioria, o Morena contará com votos do Partido do Trabalho e do Partido Verde, um agrupamento político que se mostra adepto da formação de alianças com quem quer que esteja no poder.

As perdas na câmara baixa devem restringir o espaço de manobra para López Obrador buscar mudanças constitucionais para fortalecer sua iniciativa de aumentar o controle estatal sobre o setor energético, entre outras prioridades.

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