Maior incêndio da história dos EUA destrói casas e cria o próprio 'clima'
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Maior incêndio da história dos EUA destrói casas e cria o próprio ‘clima’

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um incêndio de grandes proporções está afetando o clima local em Oregon, nos Estados Unidos. O calor é tão intenso que interfere nos ventos e na atmosfera.

A condição climática chegou a gerar raios, segundo o jornal norte-americano New York Times. Uma nuvem gigantesca de ar quente, fumaça e umidade subiu até a altura de um avião comercial e provocou as descargas elétricas.

“Normalmente, a situação meteorológica indica o que o fogo vai fazer. Neste caso, o fogo está dizendo o que vai acontecer com o clima”, explicou o porta-voz do Departamento Florestal do Oregon, Marcus Kauffman. “O fogo é tão grande e gera tanta energia e calor extremo que está mudando as condições climáticas”, afirmou.

Maior incêndio dos EUA

As chamas já consumiram 157 mil hectares e destruiu 117 construções desde que surgiram, no início do mês. Ele é considerado o maior incêndio do país até agora.

O fogo afeta uma área montanhosa e vegetativa na Floresta Nacional de Fremont-Winema e os bombeiros acreditam que não conseguirão extinguir as chamas totalmente até o início de outubro.

Combate às chamas

Incêndios extremos que afetam o clima confundem os esforços de combate às chamas. A intensidade e o calor excessivo podem forçar o vento a contorná-los, criar nuvens e às vezes até gerar os chamados tornados de fogo — vórtices de calor, fumaça e vento forte, afirma o NYT.

Na quinta-feira da semana passada, o fogo saltou uma linha de combate que havia sido feita com produtos químicos para retardar o avanço das chamas.

Imagens gravadas por satélite nesta terça-feira mostram uma enorme coluna de fumaça que se deslocava do sudoeste de Oregon para o norte, até a fronteira canadense, que fica a cerca de mil quilômetros de distância.

Além do fogo no Oregon, outros 80 grandes incêndios ocorrem em várias partes do oeste dos EUA. Muitos deles estão na Califórnia, onde a seca extrema após um inverno quase sem chuva e com temperaturas elevadas nas últimas semanas anteciparam a temporada de fogo.

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