Bolsas da Europa fecham na maioria em alta com BCE no foco, mas Londres destoa
Economia

Bolsas da Europa fecham na maioria em alta com BCE no foco, mas Londres destoa

portalmixvalegoogle

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, 22, com investidores de olho na reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que decidiu manter a acomodação monetária na zona do euro e sinalizou que os juros baixos na região devem permanecer por mais tempo. Contrariando o movimento geral, a bolsa de Londres recuou hoje, pressionada pela ação da Unilever e com petroleiras devolvendo parte dos ganhos recentes.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,56%, aos 456,53 pontos, apoiado pelo avanço de 0,60%, aos 15.514,54 pontos, do DAX, da bolsa de Frankfurt, além do parisiense CAC 40, que subiu 0,26%, aos 6.481,59 pontos.

O índice alemão teve como principal destaque a ação da Delivery Hero, empresa baseada em Berlim que presta serviços de entrega de comida. Segundo a Dow Jones Newswires, a alta de 5,61% da companhia reflete a aprovação provisória de reguladores da Coreia do Sul para a criação de uma joint venture entre a Delivery Hero e a Woowa, empresa sul-coreana do mesmo ramo.

Destoando das demais praças europeias, Londres fechou em território negativo hoje, após sessão volátil e marcada pelo recuo acentuado da Unilever (-5,87%), após a empresa ter informado queda de 3,53% no lucro do primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. A bolsa londrina também registrou baixas em ações de petroleiras, após consecutivas altas no setor. A BP recuou 1,88% e a Royal Dutch Shell contraiu 1,67%, contribuindo para a queda de 0,43%, aos 6.968,30 pontos, do índice FTSE 100.

No foco de investidores europeus, o BCE anunciou nesta quinta que manterá seus instrumentos de política monetária no mesmo patamar, incluindo juros e o volume do seu programa de relaxamento quantitativo, como era esperado. A decisão deu suporte às bolsas, que também observaram a entidade alterar o seu “forward guidance” para refletir a nova meta de inflação anual a 2%.

De acordo com a Capital Economics, a postura do BCE após a revisão do “forward guidance” tornou-se “indiscutivelmente mais ‘dovish'”, e sinaliza que a entidade será mais tolerante com longos períodos de juro baixo. A visão da consultoria britânica, porém, não é única, já que ING e TD Securities avaliam que a mudança não provoca grandes alterações no posicionamento da autoridade monetária europeia.

Em coletiva de imprensa que seguiu a reunião do conselho do BCE, a presidente da entidade, Christine Lagarde, disse que os dirigentes não discutiram neste encontro a possível redução das compras de ativos, algo que seria prematuro, segundo ela. Lagarde ainda estimou que a inflação deve seguir abaixo da meta do BCE no médio prazo e que a variante delta do coronavírus pode atrasar a recuperação na zona do euro.

O recrudescimento da pandemia de covid-19 na região é o que motivou a queda do índice de confiança do consumidor europeu, de -3,3 em junho para -4,4 em julho, segundo avalia o ING, em relatório enviado a clientes. O banco holandês diz que a disseminação da cepa delta tem feito com que governos “mudem um pouco o curso da reabertura, com alguns atrasos nas medidas de flexibilização e novas restrições também anunciadas”.

Entre outros índices de referências das bolsas europeias, o FTSE MIB, de Milão, avançou 0,53%, aos 24.805,21 pontos, o madrilenho IBEX 35 fechou em alta de 0,64%, aos 8.621,80 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, encerrou com ganhos de 0,57%, aos 5.015,30 pontos. (Com informações de Dow Jones Newswires).

To Top