Guedes diz que Onyx manterá direção de políticas do governo em novo ministério
Economia

Guedes diz que Onyx manterá direção de políticas do governo em novo ministério

Guedes diz que Onyx manterá direção de políticas do governo em novo ministério

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou nesta quinta-feira que Onyx Lorenzoni manterá a direção das políticas trabalhistas da equipe econômica ao assumir o comando do Ministério do Trabalho e Previdência, frisando que programas em gestação pela equipe que até então estavam sob sua alçada serão anunciados em breve pelo novo ministro.

Segundo Guedes, Onyx lançará a iniciativa que prevê o pagamento de meio salário mínimo a jovens de 16 a 26 anos para que recebam treinamento profissional no ambiente de trabalho em jornada de quatro horas diárias, com custos divididos entre governo, Sistema S e empresas.

Onyx lançará ainda um programa de serviço social voluntário, neste caso um projeto idealizado pelo novo ministro, também voltado à absorção de jovens ao mercado de trabalho, disse Guedes.

“O ministério seguramente vai seguir, com o ministro Onyx à frente e com o nosso secretário especial Bruno Bianco, na mesma direção, totalmente alinhado às nossas políticas”, disse Guedes ao participar do último anúncio dos dados mensais do Caged com a secretaria responsável pelo cadastro de emprego formal ainda sob a estrutura do Ministério da Economia

O secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, afirmou que a ideia é que o Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), equivalente a 1/4 do salário mínimo, seja pago este ano ainda com recursos orçamentários e, a partir de 2022, seja assumido pelo Sistema S, que congrega entidades como Senai, Sesi e Senac.

O pagamento aos jovens seria complementando pela Bolsa de Incentivo à Qualificação (BIQ), a ser custeada pelas empresas. O governo espera treinar 2 milhões de pessoas com o novo programa.

O secretário Bruno Bianco –que deverá ser mantido no novo ministério como secretário-executivo–, afirmou que o governo está em negociação com as entidades do sistema S para chegar a um entendimento em torno do programa. Ele ressaltou que o sistema S tem tradição em formação de capital humano e que o governo tem elogios e também críticas ao sistema.

“O governo federal entende que façamos um acordo, que isso seja feito em conjunto, de mãos dadas com o sistema, mas, obviamente, eu preciso ser franco, o governo entende que isso faz parte da missão institucional do sistema S”, afirmou Bianco.

A criação do BIQ foi incorporada na Câmara dos Deputados ao parecer de uma medida provisória que renovou o programa BEM, de apoio ao emprego. Bianco afirmou que o governo tem expectativas “muito positivas” de que o texto do relator da MP, deputado Christino Áureo (PP-RJ), avance no Congresso nas próximas semanas, permitindo o lançamento do novo bônus.

“Obviamente é um tempo regimental e congressual em relação ao qual não temos governança e obviamente não lançaremos uma medida provisória enquanto tramita essa MP que já está lá com os temas”, disse o secretário.

(Por Isabel Versiani; edição de Camila Moreira e Maria Pia Palermo)

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