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Importações de soja brasileira pela China caem em julho com margens fracas

Importações de soja brasileira pela China caem em julho com margens fracas

As importações de soja brasileira pela China caíram em julho em relação ao ano anterior, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira, à medida que margens de esmagamento fracas pesaram sobre a demanda.

A China, maior compradora mundial de soja, importou 7,88 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em julho, queda de 3,7% na comparação anual, segundo dados da Administração Geral das Alfândegas.

As esmagadoras chinesas aumentaram as compras de soja do país sul-americano, o principal fornecedor global, nos primeiros meses do ano para lucrar com boas margens, impulsionadas por uma rápida recuperação do plantel suíno local.

A demanda do setor de proteína animal, no entanto, enfraqueceu recentemente, já que as margens dos suínos caíram para território negativo com a queda dos preços dos porcos.

Em julho, os desembarques de soja na China de todas as origens totalizaram 8,67 milhões de toneladas, uma queda de 14,1% em relação ao ano anterior.

A China também importou 42.277 toneladas de soja dos Estados Unidos em julho, ante 38.331 toneladas no mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados alfandegários.

As margens de esmagamento em Rizhao, província de Shandong, um importante centro de processamento de soja no norte da China, atingiram seus níveis mais baixos já registrados no final de junho, antes de subirem novamente.

Os processadores ainda perderiam cerca de 176 iuanes (27,07 dólares) por cada tonelada de soja processada.

Espera-se que as importações de soja pela China diminuam nos próximos meses do ano, à medida que as margens em queda dos suínos e um aumento no uso de trigo na ração continuaram a restringir a demanda por farelo de soja.

O rebanho de porcas da China, que vinha crescendo há 21 meses, caiu pela primeira vez em julho em relação ao mês anterior, depois que uma queda nos preços dos suínos levou muitos suinocultores a abater animais menos produtivos.

(Por Hallie Gu e Shivani Singh)

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