De volta ao cinema, Jane Campion diz que MeToo foi como fim do apartheid
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De volta ao cinema, Jane Campion diz que MeToo foi como fim do apartheid

De volta ao cinema, Jane Campion diz que MeToo foi como fim do apartheid

A aclamada diretora neozelandesa Jane Campion, que está de volta às telas após 12 anos, elogiou outras cineastas por uma série de prêmios importantes conquistados no ano passado, dizendo que o movimento MeToo foi como o “fim do apartheid” para as mulheres.

Campion, apresentando seu novo filme “The Power of The Dog” no Festival de Veneza nesta quinta-feira, apontou para as colegas Chloé Zhao –cujo filme “Nomadland” ganhou o maior prêmio em Veneza no ano passado e conquistou três Oscars– e a vencedora do Cannes deste ano, Julia Ducournau.

“As garotas estão indo muito bem”, disse Campion a repórteres, a primeira diretora mulher a receber a Palma de Ouro em Cannes por seu filme “O Piano”, de 1993.

“Tudo o que posso dizer é que, desde que o movimento MeToo aconteceu, sinto uma mudança no clima. É como o muro de Berlim caindo ou o fim do apartheid para nós, mulheres.”

Campion, de 67 anos, escolheu uma história de machismo e vingança ambientada em Montana em 1925 e baseada em um romance de Thomas Savage para seu primeiro filme desde “Brilho de uma Paixão”, um drama biográfico de 2009 sobre o poeta John Keats, e após vários anos trabalhando em séries televisivas.

“The Power of The Dog”, gravado inteiramente na Nova Zelândia, país natal de Campion, é estrelado por Benedict Cumberbatch como Phil Burbank, um cruel dono de um rancho que parte para atormentar Rose, a nova esposa de seu irmão, junto com seu filho estudioso.

(Por Hanna Rantala)

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