Inflação argentina tem alta expressiva apesar de esforços para conter preços
Economia

Inflação argentina tem alta expressiva apesar de esforços para conter preços

Inflação argentina tem alta expressiva apesar de esforços para conter preços

A taxa de inflação na Argentina voltou a disparar em setembro, para 3,5%, nível acima do esperado e que veio após meses de quedas, aumentando a pressão sobre o governo peronista que busca manter os preços baixos antes de importantes eleições de meio de mandato em novembro.

A alta mensal dos preços ao consumidor ficou acima da previsão mediana de 2,9% de analistas e da taxa de 2,5% registrada no mês anterior. A inflação atingiu 52,5% em 12 meses e chegou a 37% nos primeiros nove meses do ano.

A Argentina tem lutado há anos contra a inflação galopante, que corrói a poupança, a renda e o crescimento econômico. A inflação também está se elevando globalmente.

“Isso inverte a tendência de queda dos últimos meses que se baseava na âncora cambial e no controle de preços, mas que não mudou as coisas”, disse Isaias Marini, economista da Econviews. “Esperamos que a inflação acelere nos próximos meses, encerrando o ano em mais de 51%.”

O governo tomou medidas para controlar os preços. No início do ano, impôs um limite estrito às exportações de carne bovina para reduzir o custo doméstico da carne e, nesta semana, fechou um acordo para congelar o preço de alguns alimentos e produtos domésticos por 90 dias.

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