Comissão do Senado convida Aras para explicar ações decorrentes da CPI da Covid
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Comissão do Senado convida Aras para explicar ações decorrentes da CPI da Covid

Comissão do Senado convida Aras para explicar ações decorrentes da CPI da Covid

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) – A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta terça-feira convite ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que explique, aproximadamente um mês após o encerramento da CPI da Covid na Casa, que medidas tomou a respeito dos fatos e indiciamentos apontados pelos senadores.

De autoria do líder da oposição, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que também foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o requerimento de convite ao PGR destaca que, de acordo com a legislação, Aras teria 30 dias para adotar providências em relação ao relatório encaminhado pela CPI.

“No último dia 27 de outubro… nós fizemos a entrega, os membros da CPI da Pandemia, do relatório com o resultado do trabalho da CPI ao Procurador-Geral da República. Encontra-se sobre a mesa de Sua Excelência a sugestão de indiciamento de pelo menos oito pessoas com foro privilegiado, entre eles o presidente da República”, argumentou o senador nesta terça-feira.

Randolfe citou declaração de Aras, afirmando que abriria investigações preliminares sobre os fatos apontados pela CPI.

“Ora, senhor presidente, a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia fez uma investigação não preliminar, mas uma investigação profunda, durante seis meses”, disse Randolfe.

“O que nós gostaríamos de saber do senhor procurador-geral da República é o seguinte: se dará encaminhamento às investigações, instaurará um inquérito que seja, pelo menos um inquérito que seja, no Supremo Tribunal Federal (STF), se já moverá a ação penal em relação ao presidente da República”, explicou o senador.

“Ou se ele acha que nada aconteceu, que foram normais as mais de 600 mil mortes, por conta da pandemia, de brasileiros e simplesmente arquiva. Ele tem que responder isso. Mas investigação preliminar, senhor presidente, me parece claramente uma ação protelatória do senhor procurador-geral da República. É por isso que ele tem que vir aqui”, acrescentou.

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