É cedo para pensar em aglomeração no Carnaval, diz coordenador de comitê anti-Covid em SP
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É cedo para pensar em aglomeração no Carnaval, diz coordenador de comitê anti-Covid em SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O coordenador-executivo do Comitê Científico para a Covid-19 do governo de São Paulo, Paulo Menezes, declarou que ainda é cedo para se falar nas aglomerações promovidas pelo Carnaval de rua em São Paulo para 2022.

A fala ocorreu nesta quarta-feira (24), na mesma ocasião em que o governador João Doria (PSDB) anunciou a flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos no estado a partir de 11 de dezembro.

“Hoje entendemos que ainda é precoce se pensar em uma situação de multidões na rua com aglomeração, mesmo que seja daqui a três meses”, disse Menezes, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes no começo da tarde.

A opinião do coordenador do comitê vem em um momento em que diversas cidades pelo estado estão cancelando as festividades por medo de um novo surto de Covid.

De acordo com Doria, até agora 64 municípios de São Paulo não terão terão Carnaval em 2022. O medo é que a aglomeração favoreça a propagação do coronavírus. Alguns dos municípios são Mogi das Cruzes, Ubatuba, Taubaté e Franca.

“Nós não podemos nos enganar [e acharmos] que estamos livre da pandemia, livres do coronavírus, ele está circulando e, por isso, estamos mantendo as medidas com cautela”, disse Menezes. “Carnaval movimenta milhões e milhões de pessoas, brasileiros, pessoas do exterior em todo o país de forma que vamos aguardar.”

Menezes afirma, no entanto, que o comitê, assim como a administração estadual, está confiante que em fevereiro a situação da pandemia será positiva e que a realização do evento poderá ser discutida.

A decisão de cancelar ou promover o Carnaval de rua cabe às prefeituras das cidades, que ora estão se preparando para receber as multidões, ora decidiram cancelar as festividades. Na capital paulista, 867 blocos de rua estão inscritos para desfilar entre os dias 19 de fevereiro e 6 de março.

“Prefeituras podem ser mais rigorosas que o governo do estado, não podem ser menos rigorosas que o governo do estado de São Paulo”, afirmou Doria.

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