Confiança da construção cai 0,8 ponto em novembro, a 95,3 pontos, diz FGV
Economia

Confiança da construção cai 0,8 ponto em novembro, a 95,3 pontos, diz FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 0,8 ponto em novembro, para 95,3 pontos, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a segunda queda mensal consecutiva, a média móvel trimestral do indicador recuou 0,3 ponto, após cinco meses seguidos de alta.

“A segunda queda consecutiva da confiança dos empresários da construção reflete um final de ano com cenário mais desafiador para empresas”, afirma a coordenadora de Projetos da Construção do Ibre/FGV, Ana Maria Castelo, em nota. “A atividade perdeu força em novembro, embora ainda predomine a percepção de crescimento.

A contração do ICST em novembro foi puxada pelo Índice de Expectativas (IE-CST), que caiu 1,6 ponto, para 98,7 pontos, abaixo do nível neutro de 100 pontos. Nas aberturas, o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses caiu 2,3 pontos, enquanto o indicador de demanda prevista recuou 1,0 ponto, para 100,8 pontos.

“A alta das taxas de juros, uma inflação mais disseminada e custos crescentes minam as expectativas de continuidade da tendência de melhora nos negócios”, avalia Ana Maria Castelo.

O Índice de Situação Atual (ISA-CST), na outra ponta, ficou estável em novembro, aos 92,0 pontos. O comportamento foi influenciado por variações opostas dos indicadores de situação atual dos negócios, com alta de 1,0 ponto, a 91,8 pontos, e de carteira de contratos, que caiu 1,0 ponto, a 92,4 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da Construção avançou 1,7 ponto porcentual em novembro, a 77,3%. A FGV apurou aumento da utilização de capacidade tanto na abertura de Mão de Obra (76,9% para 78,6%), quanto no subíndice de Máquinas e Equipamentos (68,3% para 70,1%).

Custos

De acordo com a FGV, 45,7% das empresas consultadas apontaram intenção de elevar seus preços nos próximos meses, diante do aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) em 2021. Apenas 1,9% indicam diminuição dos preços.

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