Afastamento de profissionais com Covid leva RJ a cancelar cirurgias
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Afastamento de profissionais com Covid leva RJ a cancelar cirurgias

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O estado do Rio de Janeiro decidiu cancelar, a partir da próxima segunda-feira (17), as cirurgias eletivas na rede pública em razão do afastamento de profissionais de saúde por causa da Covid-19.

Na capital, a prefeitura comunicou que suspenderá as cirurgias não emergenciais, mas alegou que a razão é o risco alto de contágio.

A medida vale por 30 dias tanto no estado quanto no município do Rio.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, até 20% dos profissionais foram afastados de unidades do estado por causa da Covid. O aumento de casos impulsionado pela variante ômicron tem gerado preocupação.

Nesta quinta-feira (13), o estado registrou o maior número de casos em um único dia desde o início da pandemia, com 12.837 novas infecções. A maior parte delas foi registrada no município do Rio, que contabilizou 11.943 casos da doença

Com o avanço da ômicron, cepa que já é dominante na cidade, a capital fluminense assiste à piora de seus indicadores epidemiológicos, o que obrigou a prefeitura a abrir novos leitos nesta semana.

Embora o número de óbitos esteja em um patamar baixo, os casos de Covid e as internações explodiram nas últimas semanas.

No dia 1º deste mês, havia 23 pessoas internadas na rede pública, número que saltou para 338 internações na manhã desta sexta-feira (14). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 90% dos pacientes não têm o esquema vacinal completo, e cerca de 38% não tomaram nenhuma dose da vacina.

Nesta semana, a prefeitura decidiu pôr em funcionamento diariamente cerca de 30 leitos para tratar pacientes com coronavírus no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, unidade na zona norte carioca que foi referência no tratamento da doença.

Em novembro do ano passado, o hospital conseguiu zerar o número de internações e fechou o setor dedicado à Covid em razão da queda nos números da Covid.

No entanto, com o novo aumento de casos, a prefeitura diz que reabriu, na última terça-feira (11), 50 leitos no hospital e que solicitou ao estado e ao governo federal a reabertura de mais vagas no Rio.

A expectativa das autoridades é que, com a vacinação, o aumento de casos não gere uma explosão no número de óbitos, como foi visto nos piores momentos da pandemia. Na cidade do Rio, 81,5% da população completou o esquema vacinal.

Na manhã desta sexta (14), o estado recebeu 93.500 doses da Pfizer para imunizar crianças de 5 a 11 anos. Segundo o governo, o objetivo é vacinar 1,5 milhão de crianças em todo estado. A capital fluminense começa a vacinar esse público na próxima segunda (17).

A primeira criança a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil foi o pequeno Davi Seremramiwe Xavante, 8. Indígena do povo xavante, ele recebeu o imunizante nesta sexta (14), em São Paulo.

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