Quase 10 mil deixam suas casas em 24 horas por causa das chuvas em Minas
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Quase 10 mil deixam suas casas em 24 horas por causa das chuvas em Minas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Apenas nas últimas 24 horas —entre esta quinta (13) e sexta-feira (14)— 9.740 pessoas precisaram deixar suas casas em razão das chuvas que atingem Minas Gerais. Vinte e cinco pessoas morreram até agora, sem contar as dez que perderam suas vidas depois que uma rocha caiu de um paredão em um cânion em Capitólio.

Também subiu para 376 o número de cidades em situação de emergência devido aos temporais nas últimas semanas. O número corresponde a 44% de todo o Estado, que possui 853 municípios.

Segundo a Defesa Civil, 9.323 pessoas ficaram desalojadas nas últimas 24 horas. Agora, 35.815 pessoas precisaram sair de suas casas, mas não tiveram a residência destruída e estão abrigadas com a ajuda de parentes ou amigos.

O órgão estadual informa ainda que 417 pessoas ficaram desabrigadas no último dia —totalizando 4.464 que precisam de assistência do governo para moradia temporária em abrigos.

Desde outubro do ano passado —quando teve início o período chuvoso—, a Defesa Civil contabiliza 25 mortos em razão das enchentes em 18 cidades:

Uberaba – 1 morto

Coronel Fabriciano – 1 morto

Nova Serrana – 1 morto

Engenheiro Caldas – 1 morto

Pescador – 1 morto

Montes Claros – 1 morto

Betim – 1 morto

Belo Horizonte – 1 morto

Dores de Guanhães – 2 mortos

São Gonçalo do Rio Abaixo – 1 morto

Ervália – 1 morto

Caratinga – 2 mortos

Brumadinho – 5 mortos

Ouro Preto – 1 morto

Perdigão – 2 mortos

Santana do Riacho – 1 morto

Contagem – 1 morto

Claro dos Poções – 1 morto

Os óbitos “decorrentes do acidente em Capitólio não são computados no balanço do período chuvoso até o encerramento das investigações”, afirma a Defesa Civil.

AJUDA HUMANITÁRIA

Na lista de 376 cidades em situação de emergência figuram a capital, Belo Horizonte, Nova Lima, Betem, Montes Claros, Governador Valadares, Caratinga, Teófilo Otoni e Pará de Minas —que lançou até mesmo um alerta pedindo a moradores para deixarem as suas casas devido ao risco de rompimento de uma barragem—, dentre outras.

Até o momento, segundo o governo do Estado, mais de 36 mil itens de ajuda humanitária foram entregues aos municípios nas regiões atingidas: 11.820 cestas básicas, 4.157 colchões, 10.125 kits limpeza e 10.555 kits higiene.

ESTRAGOS

As chuvas que atingem Minas desde o fim de dezembro, deixando diversas cidades com cheias, se intensificaram no segundo fim de semana de janeiro. A força das águas resultou em mortes, moradores ilhados, pontes danificadas e barragem com risco de rompimento iminente. A previsão indica que as chuvas persistirão ao longo desta semana.

O caso mais grave aconteceu em Capitólio, no sudoeste de Minas Gerais. Lá, dez pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas após uma rocha de um cânion desabar durante um passeio de lanchas.

Apesar de as investigações ainda estarem analisando as causas do acidente, uma das hipóteses é que as fortes chuvas tenham contribuído para a queda de parte do paredão sobre as embarcações.

CONTA DE LUZ

O governador Romeu Zema (Novo) disse que pediu à gestão de Jair Bolsonaro (PL) a suspensão da taxa extra na conta de luz para todo o Estado e que os mineiros “não podem ser penalizados” com o custo aplicado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

“Enviei ao Ministro de Minas e Energia pedido de suspensão da Bandeira vermelha de Escassez Hídrica na conta de luz em nosso Estado”, afirmou o governador no Twitter. “Neste momento de recuperação econômica dos efeitos da pandemia (…) a solidariedade com os mineiros é emergencial.”

Não podemos ser penalizados com o custo determinado pela Câmara de Gestão Hidroenergética e aplicado pela Aneel.”

Romeu Zema, em seu perfil no Twitter

O Ministério de Minas e Energia já havia informado que a bandeira tarifária de escassez hídrica —que acrescenta R$ 14,20 às contas de luz a cada 100 kWh consumidos— deve seguir em vigor até o fim de abril, mesmo após as fortes chuvas registradas nas últimas semanas e o consequente aumento no nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

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