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Polícia canadense endurece postura diante de manutenção de protestos de caminhoneiros contra medidas sanitárias

Polícia canadense endurece postura diante de manutenção de protestos de caminhoneiros contra medidas sanitárias

Conforme o protesto contra medidas sanitárias e vacinação obrigatória para conter o coronavírus do governo canadense entrava em seu 11º dia nesta segunda-feira, a polícia ameaçava reprimir os atos após ser criticada por falta de ação contra o movimento que tem paralisado a capital do Canadá.

O “Comboio da Liberdade”, composto em grande parte por caminhoneiros, começou como um movimento contra uma exigência canadense para que motoristas transfronteiriços fossem vacinados contra a Covid-19. Mas, desde então, o protesto evoluiu para um ponto de união contra as medidas rígidas do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, para combater a pandemia.

A capital do Canadá, Ottawa, foi palco da segunda semana do que seus líderes políticos e policiais agora descrevem como um cerco, com o chefe da polícia canadense alegando que a ocupação foi além de qualquer coisa com que ele possa lidar adequadamente.

Um pequeno trecho da Metcalfe Street, no centro de Ottawa, que abriga o Parlamento, o banco central e outros edifícios, incluindo o gabinete de Trudeau, cheirava a fogueiras de acampamento na manhã desta segunda-feira. Um aglomerado de caminhões, carros e tratores sem reboques trazia placas ridicularizando desde as vacinas até o imposto de carbono do Canadá.

Havia também indícios de resistência por parte dos moradores. Pequenas placas nas janelas do térreo de um prédio a poucos quarteirões de distância diziam “VÃO PARA CASA IDIOTAS” e “VACINAS SALVAM VIDAS”.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o presidente-executivo da Tesla, Elon Musk, elogiaram os caminhoneiros.

Os canadenses tem seguido amplamente as medidas sanitárias do governo e quase 79% da população elegível tomou as duas doses da vacina contra Covid-19. Mas pesquisas recentes mostram que as frustrações contra as restrições da pandemia estão crescendo.

(Reportagem de Anna Mehler-Paperny em Ottawa)

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