Governo do estado até agora não definiu qual será o piso regional no Rio

O governo do Rio não encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), até agora, nenhuma proposta para definir o novo piso regional de 2022. Ainda vigoram seis faixas que foram reajustadas, pela última vez, para o ano de 2019, nos valores de R$ 1.238,11 (faixa 1) até R$ 3.158,96 (faixa 6).

Enquanto a proposta patronal quer o congelamento dos valores de 2019, a bancada dos trabalhadores do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceterj) enviou um documento, em setembro de 2021, à Casa Civil propondo o reajuste de 21,19% nos valores dos pisos salariais indicados na Lei 8.315/2019. A justificativa é a defasagem dos salários, diante da variação da inflação nos anos de 2019 (4,48%), 2020 (5,45%) e 2021 (10,06%).

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Os trabalhadores ainda usam como argumento estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que indicam que o valor do salário mínimo nacional no mês de agosto de 2021 deveria ser R$5.583,90 para cobrir despesas básicas de uma família.

— Estamos no terceiro ano consecutivo que o Conselho Estadual cumpre os prazos, envia uma proposta para o Executivo, e o Executivo não encaminha para discussão na Alerj. Essa é uma maneira que eles têm de congelar o piso — diz Carlos Lima, presidente do Ceterj e membro da bancada dos trabalhadores pela CTB.

E acrescenta:

— O imobilismo do governador penaliza as categorias mais desprotegidas e sem acordos salariais, como empregadas domésticas, zeladores, entre outras, impondo uma perda salarial de mais de 20% frente à inflação do período.

A Casa Civil do Rio de Janeiro não informou quando pretende encaminhar a matéria à Alerj.

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