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Em resposta às Forças Armadas, TSE assegura que urnas são seguras não importa fornecedor dos componentes

Em resposta às Forças Armadas, TSE assegura que urnas são seguras não importa fornecedor dos componentes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assegurou que as urnas eletrônicas do país são seguras independentemente de quem seja o fornecedor dos componentes dela.

Na íntegra de mais de 700 páginas de respostas ao representante das Forças Armadas na Comissão de Transparência das Eleições divulgada nesta quarta-feira, o TSE afirma que após a fabricação de um dispositivo que armazena informações de segurança –firmwares– nas urnas eletrônicas, somente o tribunal consegue executar o programa.

“Deste modo, nem mesmo o próprio fabricante dos equipamentos tem poder para fraudar o hardware ou executar qualquer software que comprometa a votação”, disse o documento.

“Portanto, a arquitetura de segurança da urna eletrônica, combinada com as exigências de cadeia de produção e demais avaliações feitas pela equipe do TSE durante o planejamento da produção, garantem que haja segurança nas urnas produzidas independentemente do fornecedor dos componentes eletrônicos e independente da contratada, que projeta e integra a urna eletrônica”, acrescentou.

O documento de 69 páginas foi entregue pelo presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, ao general Heber Garcia Portella, do Centro de Defesa Cibernética do Comando de Defesa Cibernética do Exército e integrante da comissão de transparência do tribunal.

Também foram divulgadas outras 635 páginas de anexos, no qual constam respostas detalhadas para cada uma das 48 perguntas feitas.

O calhamaço de informações, que está na página do TSE, foi divulgado após o presidente Jair Bolsonaro ter insinuado que as Forças Armadas teriam encontrado “vulnerabilidades” no sistema de votação.

O tribunal, contudo, já rebateu essa alegação e disse que os questionamentos apresentados foram todos de natureza técnica e em nenhum momento apresentaram algum tipo de juízo de valor sobre a segurança e confiabilidade das urnas.

Após um período de trégua de suas críticas e no momento em que está em baixa nas pesquisas à reeleição, recentemente Bolsonaro voltou a levantar questionamentos –sem provas– sobre o sistema de votação pelo qual tem sido eleito a cargos eletivos há mais de 20 anos.

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