CBF começa a definir a sucessão de Caboclo. Entenda

Mix Vale

A CBF começa a decidir à partir da próxima semana a suscessão de Rogério Caboblo na presidência da confederação. Na quinta-feira, os presidentes das 27 federações estaduais irão votar se acatam ou não o relatório da Comissão de Ética que sugeriu um novo afastamento do cartola por mais 20 meses sob a alegação de ele ter assediado moralmente um diretor da CBF. Caboclo já está suspenso por 21 meses por supostamente ter cometido assédio moral e sexual contra uma secretária. Mas as punições não significam que ele não possa retornar ao cargo.

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Na Assembleia, um advogado de Caboclo terá direito a falar por dez minutos. Oficialmente, ele alega que sua defesa “está avaliando o cenário e todas as possibilidades cabíveis” e que ela “só vai se pronunciar após a decisão final da Assembleia Geral”.

Caso a punição seja confirmada, o que é esperado, será considerada a vacância do cargo, segundo o estatuto da CBF. Isso porque as punições não correm concomitantemente. Ou seja, a segunda pena só passa a contar quando a primeira já tiver sido cumprida. Somados, os 41 meses extrapolariam o tempo ao qual Caboclo tem direito a ficar na presidência. 

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Com o segundo afastamento decretado, caberá ao vice-presidente mais velho, neste caso Antônio Carlos Nunes, o Coronel Nunes, convocar novas eleições em até 30 dias. Entretanto, ele pode abrir mão desse direito, assim como fez ao se afastar da interinidade. Se este for o caso, os vices terão que se reunir para decidir quem assumirá. Provavelmente a responsabilidade deverá ficar a cargo de Ednaldo Rodrigues, que é presidente interino. Os candidatos só podem ser um dos oito vice-presidentes e o mandato será apenas para completar o tempo em que Caboclo deveria ficar no cargo.

Essas punições, entretanto, não significam que Caboclo não possa retornar ao cargo. Ele ainda aguarda uma decisão da Comissão Brasileira de Mediação e Arbitragem (CBMA) sobre o recurso que impetrou no órgão sobre a seu afastamento. E provavelmente, ele deve recorrer novamente caso sofra outra sanção.

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O estatudo da CBF afirma que o fato de haver recurso a ser julgado não impede que os ritos ordinários sejam seguidos. Porém, caso a CBMA revogue a decisão da Assembleia e inocente Caboclo, ele retornará ao cargo e aquele que havia sido eleito voltará ao cargo de vice.  

Outra possibilidade dele retornar à presidência da CBF é se ele procurar a Justiça comum e conseguir alguma decisão a seu favor, como uma liminar, por exemplo. Porém, caso faça isso, ele poderá sofrer sanções da Fifa, já que o órgão, assim como a própria CBF, define as Câmaras Arbitrais como mediadora de conflitos.  

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