RIO — O prefeito Washington Reis (MDB) anunciou, na noite desta sexta-feira, sua renúncia à Prefeitura de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. No cargo desde 2017, ele foi reeleito nas eleições de 2020, mas deixa o posto para tentar uma cadeira no Senado, no pleito deste ano. Há, no entanto, um entrave para seus planos: no momento, ele está inelegível, conforme a Lei da Ficha Limpa.
Em seu perfil no Instagram, Reis compartilhou uma arte em que agradece à população de Duque de Caxias. Na legenda, anunciou que seu tio e, até então, vice-prefeito, Wilson Miguel, permanecerá à frente da prefeitura.
A renúncia era necessária para que Washington Reis pudesse concorrer ao Senado. O prazo para a desincompatibilização do cargo era até este sábado, 2 de abril, seis meses antes das eleições deste ano. Agora, porém, ele terá que reverter, na Justiça, sua inelegibilidade.
Denunciado por crime ambiental quando exercia mandato de deputado federal, Reis foi julgado e condenado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2020, no entanto, conseguiu que a sentença fosse suspensa pelo mesmo colegiado e, assim, seguiu como prefeito de Duque de Caxias, depois de reeleito. Em março do ano passado, no entanto, o STF confirmou sua condenação, tornando-o novamente inelegível.
Enquanto tenta resolver esse imbróglio, ele também se movimenta politicamente. Aliado do governador Cláudio Castro (PL), que busca a reeleição, e do presidente Jair Bolsonaro (PL), Reis tem conversado também com outras alas que tentam o Palácio Guanabara.
Recentemente, ele se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo (PSB). O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, também disse ter conversas em andamento com Reis. Na terça-feira, Lupi afirmou que busca um nome da Baixada Fluminense para compor a chapa do ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, caso confirme seu nome ao governo do Rio.

