SÃO PAULO – Descartada como integrante de um eventual governo no ato de lançamento da pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva neste sábado, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) era considerada nome certo no ministério em 2018. Na ocasião, Lula acabou sendo impedido de concorrer por causa das condenações na Lava-Jato.
Leia também:
Sob aplausos em evento de Lula, Alckmin mira Bolsonaro e sugere ‘lula com chuchu’
Enquanto isso…
No dia de lançamento de candidatura petista, Bolsonaro defende bandeiras de campanha em feira agro
No livro “A verdade vencerá: O povo sabe por que me condenam”, Lula deixou claro que tinha intenção de nomear a sua sucessora. A obra tem como base uma entrevista dada pelo ex-presidente em fevereiro de 2018.
Em um trecho da entrevista, Lula levanta hipótese sobre o raciocínio de seus adversários que trabalharam pelo impeachment de Dilma:
“Eu sempre tento me colocar do lado dos adversários. Eles devem ficar pensando assim: ‘A gente inventou uma fraude para dar o golpe e a gente conseguiu dar o golpe, tiramos a Dilma. E fizemos tudo isso pro Lula voltar? Correndo o risco de ele levar a Dilma de volta pro governo?’. Porque eu de fato levaria, para ela fazer coisas que sabe fazer como ninguém. Eles correriam o risco de eu montar um ministério ainda mais forte que o da primeira vez.”
Neste sábado, Lula afirmou ao final de seu discurso que estava feliz com a presença de Dilma.
— As pessoas perguntam: você vai levar a Dilma para o ministério, vai levar o Zé Dirceu? Nem eu vou levar, mas jamais a Dilma caberia no ministério porque a Dilma tem a grandeza de ter sido a primeira mulher a ser presidente do Brasil — discursou Lula.

