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Carlos Viana diz contar com Bolsonaro e defende debate sobre urnas eletrônicas

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BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O senador e pré-candidato ao governo de Minas Gerais Carlos Viana (PL) afirmou nesta sexta-feira (13) em sabatina da Folha de S.Paulo e do UOL que sua campanha tende a crescer nas intenções de voto com o apoio declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Hoje, Viana disputa grande parte do eleitorado bolsonarista com o atual governador do estado, Romeu Zema (Novo), que teve o apoio de Bolsonaro na eleição de 2018.

De acordo com ele, mesmo estando em terceiro lugar nas pesquisas, com 9% de intenção de voto, sua campanha chega a cerca de 18% com o apoio do presidente.

O senador afirmou que sua pré-candidatura surgiu após uma tentativa de afastamento de Zema em relação a Bolsonaro.

“No ano passado, as pesquisas davam uma aprovação muito grande ao atual governador e isso foi entendido como uma candidatura que estaria reeleita em qualquer situação. O governador começou a rejeitar o apoio do presidente e deu seguidas declarações de que não tinha interesse.”

Segundo Viana, devido ao seu desempenho nas pesquisas, o atual governador e seus apoiadores estão tentando se reaproximar do Palácio do Planalto. Apesar de acreditar no crescimento de sua campanha, o candidato disse que respeitará as decisões partidárias.

“O princípio aqui é a reeleição do presidente Bolsonaro. Em Minas Gerais, eu tenho mais quatro anos como senador. Se o presidente entender lá na frente que o caminho é unificar a direita e entender pelos números que o atual governador é a melhor opção, eu não serei contra uma decisão partidária.”

Carlos Viana defendeu as atitudes e discursos de Bolsonaro e disse ser favorável a um debate mais aberto na sociedade acerca da segurança das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral.

“O sistema eleitoral brasileiro funciona, ele tem se mostrado bem prático, mas é um sistema que tem falhas. Não há sistema digital no mundo que não tenha falhas”, afirmou o senador.

Para ele, se existem falhas, é importante que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abra um debate amplo sobre a questão.

“Se o TSE, a meu ver, abrisse um grande debate público acabaria com isso. Mas, hoje, ele fala que é 100% seguro, mesmo com os técnicos falando que podem existir falhas”, disse.

Viana também falou sobre os questionamentos de possíveis atos golpistas por parte do atual presidente e das Forças Armadas. Segundo ele, tanto Bolsonaro quanto os militares respeitam a democracia e a Constituição.

“O presidente tem pleno conhecimento da dimensão e do limite que é a Presidência da República. Não há qualquer fala ou intenção de se desrespeitar a Constituição brasileira.”

O pré-candidato do PL ao governo de Minas disse ser um político de direita e evangélico. Ele afirmou que está junto com Bolsonaro porque o presidente apoia e dá liberdade para que a população evangélica defenda seus princípios.

“Os evangélicos brasileiros precisam ser respeitados. Nós, cristãos, queremos educar os nossos filhos do jeito que nós achamos que é melhor. Nós queremos ter o direito de professar a nossa fé do nosso jeito.”

Em uma fala marcada pela defesa do atual governo, o único ponto de divergência com as falas de Bolsonaro foi em relação à vacinação contra a Covid.

“O discurso contra as vacinas é um discurso vencido. Essa é uma página que tem que ser virada no país. As vacinas vieram e resolveram o problema. Quem discursa contra as vacinas precisa olhar os números. Isso vale também para o presidente e ele sabe disso.”

Viana fez críticas ao modelo ao atual governador. Segundo ele, o estado não avançou durante a gestão de Zema. O senador afirmou que, para os mineiros, a eleição ainda está muito longe e que, durante o período efetivo de campanha ele poderá mostrar para a população que pouca coisa foi feita no estado nos últimos anos.

“O déficit que é a nossa grande preocupação no estado vem crescendo quase 10% ao ano. Esse ano vai atingir R$ 137 bilhões nas despesas. Em 2019, por exemplo, o déficit era de R$ 8 bilhões, agora ele está já em quase R$ 12 bilhões.”

O senador defendeu que o estado de Minas Gerais busque outras alternativas para a economia, além da mineração. Viana também afirmou ser contrário ao projeto de mineração na Serra do Curral, licenciado pelo governo estadual no dia 30 de abril.

“O Governo de Minas Gerais é um governo de papelão, você tem uma série de publicidades sobre eficiência administrativa, mas no fundo você percebe que o estado não saiu da dependência de um déficit da União. O estado não tem nenhum programa de desenvolvimento para deixar de ser um estado minerador. Minas Gerais depende da mineração de uma forma absurda.”

Segundo ele, opções que poderiam ser mais exploradas pelo estado são o turismo e a valorização do patrimônio histórico e cultural. O senador afirmou que Minas possui 62% do patrimônio histórico registrado do país e isso não é bem aproveitado no sentido econômico.

Outra crítica ao governador Romeu Zema, foi em relação à condução dos reajustes salarias do funcionalismo público. Segundo o senador, o estado precisa valorizar o servidor, estabelecer um plano de de desenvolvimento de carreira e manter um diálogo aberto, sem fazer promessas que não possa cumprir.

SABATINAS CONFIRMADAS EM MG

13.mai

16h – Renata Regina (PCB)

Romeu Zema (Novo) não aceitou o convite

SABATINAS CONFIRMADAS NO RJ

16.mai

10h – Felipe Santa Cruz (PSD) – 16/5 – 10h

18.mai

10h – Rodrigo Neves (PDT)

16h – Anthony Garotinho (União Brasil)

19.mai

10h – Eduardo Serra (PCB) ​

20.mai

10h – Marcelo Freixo (PSB)

16h – Cláudio Castro

DEMAIS SABATINAS

Semana de 23/5 – BA

Semana de 30/5 – PR

Semana de 6/6 – RS

Semana de 13/6 – PE

Semana de 20/6 – CE

DEBATES COM CANDIDATOS AO GOVERNO DE SP

1º turno – 19/9, às 10h

2º turno – 20/10, às 10h

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