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Onde e quando investir a grana do FGTS emergencial?

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Onde e quando investir a grana do FGTS emergencial? O mês de abril reservou uma novidade aos trabalhadores: até o dia 15 de junho, será possível fazer um saque emergencial de R$ 1.000 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), caso tenha uma conta ativa ou inativa por lá. No total, o governo liberou R$ 30 bilhões para serem sacados. A coluna mostra se vale a pena retirar a quantia e o que fazer com o dinheiro.

A data de saque respeita um calendário de acordo com o seu mês de aniversário. Se nasceu em janeiro, por exemplo, desde o dia 20 de abril pode solicitar o saque. Quem nasceu em dezembro, poderá resgatar a partir de 15 de junho.

Para sacar, é só entrar no aplicativo do FGTS, solicitar o dinheiro quando a opção for liberada para você e movimentar o valor pelo app do Caixa Tem. Programe-se, pois se não movimentar o dinheiro pelo Caixa Tem até 15 de dezembro, ele volta ao FGTS.

O dinheiro será sacado da sua conta ativa (ou seja, a do seu atual emprego) ou de uma conta inativa (aquela de empregos antigos).

Vale a pena sacar?

O valor depositado no FGTS rende muito pouco. Por isso, vale a pena sacar. Para você ter uma ideia, a rentabilidade é de 3% ao ano mais Taxa Referencial. Com a TR atual, isso dá 5,65% ao ano, o que fica até abaixo do retorno da caderneta de poupança.

Em outras palavras, qualquer investimento que renda mais que 5,65% já seria mais vantajoso para aplicar o dinheiro.

Além de investir, há diversas possibilidades. O valor pode servir para empreender em um pequeno negócio, pode ser destinado a um curso ou mesmo pagar dívidas. Os juros do crédito no Brasil são altos e nunca vale a pena carregar uma dívida se já tem dinheiro para quitá-la.

Onde investir?

O investimento ideal depende, entre outros fatores, do seu objetivo e se já tem algum dinheiro guardado ou se está começando do zero.

Se você está formando a reserva de emergência, aquela primeira economia guardada, precisa de investimentos que podem ser sacados a qualquer momento, o que especialistas chamam de liquidez.

A poupança atende bem a essa característica, mas rende pouco. Se aplicar R$ 1.000 hoje, daqui um ano teria R$ 1074 porque o rendimento atual é de pouco mais de 7% ao ano.

Outro investimento adequado para a reserva de emergência costuma ser o Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros. Com a taxa Selic de 11,75% ao ano, os R$ 1.000 investidos virariam R$ 1.175 daqui a um ano.

Pode parecer pouco, mas imagine se você investisse R$ 1.000 todo mês. A diferença ficaria cada vez maior conforme o tempo passasse e os juros compostos fizessem sua mágica.

Para quem já tem reserva de emergência, é indicado começar a pensar em diversificar a carteira. Algumas opções são Tesouro Prefixado, Tesouro IPCA, CDBs e LCIs.

Atualmente há CDBs que rendem 15,05%. Traduzindo, os R$ 1.000 teriam virado R$ 1.150 em um ano.

Alternativas além da poupança

Como são muitas opções, é comum o investidor iniciante ficar perdido na escolha do melhor investimento. Abaixo, temos um vídeo que pode ajudar você nesses primeiros passos. São quatro opções para sair da poupança.

Também tenho uma novidade. O Econoweek está concorrendo ao prêmio iBest nas categorias Economia e Investimentos. Se achar nossos conteúdos bacanas, pode contribuir com seu voto. Fonte: Economia Uol

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