PSDB e MDB fecham acordo, e cúpula tucana decide apoiar Tebet com Tasso como vice

Mix Vale

Após reunião com a cúpula do MDB em Brasília nesta quarta-feira, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, anunciou que encaminhará para a executiva do seu partido uma proposta de aliança em torno da pré-candidatura a presidente da senadora Simone Tebet (MS). O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que também participou do encontro, deve ser o vice da chapa.

A executiva tucana deve se reunir nesta quinta-feira e aprovar o acordo com o MDB. “Neste importante momento da história do País será encaminhado, nessa quinta-feira, na executiva nacional do PSDB a proposta de coligação com o MDB para eleição de Presidente de República com o nome da Senadora Simone Tebet”, foi postado na conta do PSDB no Twitter no começo da noite.

Estiveram na reunião, além de Tasso, entre outros, os presidentes do PSDB, Bruno Araújo, do MDB, Baleia Rossi, e do Cidadania, Roberto Freire. Diagnosticada com Covid-19, Tebet participou por vídeo.

Nesta quarta-feira, líderes históricos do MDB no Rio Grande do Sul se manifestaram favoráveis a uma aliança estadual com o PSDB. Esse era uma das exigências dos tucanos para embarcarem na pré-candidatura de Tebet.

As sinalizações foram feitas pelo ex-governador Germano Rigotto e por José Fogaça, que é ex-prefeito de Porto Alegre. O PSDB cobravam que o MDB abrisse mão no Rio Grande do Sul da pré-candidatura do deputado estadual Gabriel Souza (MDB-RS), que já foi lançada. Souza seria vice do ex-governador Eduardo Leite, pré-candidato do PSDB no estado.

No entanto, como ainda há resistência no MDB gaúcho, o discurso do entorno de Tebet é de que o acordo no Rio Grande do Sul ainda será uma “construção” e de que o partido ainda vai ouvir as bases, sem que a decisão seja imposta pela nacional.

O MDB do Rio Grande do Sul também é cauteloso em razão da indefinição do ex-governador Eduardo Leite que até agora ainda não decidiu se será de fato candidato ao Palácio do Piratini ou se concorrerá a uma vaga ao Senado e até a Câmara dos Deputados. Nos últimos dias, o ex-governador tem testado sua popularidade em viagens pelo estado, analisado pesquisas internas e feito cálculos políticos para ver se vale o risco de concorrer a uma nova eleição estadual. No Rio Grande do Sul, nunca um governador conseguiu um segundo mandato.

Leite foi cotado também para vice de Tebet. A preferência do ex-governador sempre foi o plano nacional, mas ele tem avaliado que não há mais ambiente no PSDB para uma candidatura própria após o desgaste na sigla que levou a retirada da candidatura do ex-governador de São Paulo João Doria, que venceu as prévias da legenda.

A tendência é que Leite oficialize também nesta quinta-feira a sua candidatura ao governo estadual, mas ele ainda não fez qualquer declaração oficial. (Colaborou: Bianca Gomes)

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