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Pinguins chegam à costa brasileira após migrarem do extremo sul do planeta

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um vídeo registrou a passagem de pinguins por Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, no início da tarde de terça (21). Responsável pelas imagens, um surfista fazia cliques nas ondas de Praia Grande quando conseguiu seguir de perto a ave, que mergulhou no mar diante das lentes do carioca.

A cena, que fez sucesso nas redes, não deve ser raridade nos próximos meses, já que os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), originários das Ilhas Malvinas, da Argentina e do Chile costumam passar as “férias” no Brasil entre junho e outubro, especialmente no Sul e no Sudeste do país.

Os pinguins não são os únicos visitantes ilustres do mar brasileiro durante o inverno no Hemisfério Sul. As aparições de baleias jubartes também são conhecidas e, nos últimos anos, mais frequentes até mesmo em praias paulistas, como Peruíbe, Guarujá e Ilhabela, fora do polo onde são historicamente mais comuns, no mar entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.

No caso das gigantes de áreas antárticas, elas migram para os mares brasileiros em busca de águas rasas e seguras para reprodução, criação e amamentação de filhotes.

Consultoria orienta moradores no resgate de pinguins

O CTA Meio Ambiente, empresa de consultoria ambiental com bases no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Natal, orienta turistas que encontrem com pinguins a não tentar alimentá-los ou colocá-los em gelo.

A equipe especializada, que auxilia projetos em regiões de bacias da Petrobras, também afirma que a ave só deve ser capturada em caso de encalhe e então colocada em local seco, aquecido e com sombra.

A empresa explica que a espécie que chega ao Brasil costuma migrar fugindo do frio extremo na Patagônia, em busca de alimento e águas mais quentes. Alguns deles chegam exaustos, o que facilita o encalhe.

“Se o pinguim estiver fraco, boiando próximo à praia, ‘capotando’ nas ondas, sendo jogado contra as pedras, ou cansado na areia, você pode capturá-lo, para manter o animal em segurança, enquanto aciona os órgãos ambientais de sua região”, detalhou também Marcelo Gah, dono da página Drone Adventures Brazil, que compartilhou o vídeo feito terça-feira no Rio de Janeiro.

“Com tranquilidade e sem movimentos bruscos, segure o pinguim pelas costas, use as palmas das mãos abertas sobre as asas, segurando-o de maneira firme, mas sem apertar muito. Evite aproximar seu rosto do animal, que mesmo exausto, pode tentar bicar você num instinto de autopreservação”, continuou o manual.

A orientação para os moradores é que, caso encontrem animais marinhos encalhados na praia, vivos ou mortos, acionem o mais rápido possível as centrais de emergência do CTA Meio Ambiente pelo número 0800 026 2828.

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