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Talleres culpa Vélez por briga na Libertadores, fará retaliação e quer punições

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A bronca vem pelas promessas não cumpridas dos dirigentes do Vélez. Primeiro, não queriam liberar ingressos aos visitantes, cederam e repassaram 350 entradas. Mas sem lugar definido no estádio, em grupo também com dirigentes e familiares dos jogadores. “Pedi a eles lá, faltando nove horas para o jogo, que nos dessem uma solução. Eles nos disseram para ficarmos calmos. É uma barbaridade.”

Mesmo sem o estádio lotado, o espaço destinado aos visitantes acabou com torcedores do Vélez também liberados no intervalo pela falta de segurança apontada por Fassi. O dirigente protestou, mesmo com seus torcedores com blusas e gorros tentando não revelar que eram seguidores do time de Córdoba.

“O problema não estava nas pessoas que estavam camufladas. Eles nos deram 350 lugares para a diretoria e familiares e não havia segurança. Eles soltaram os barras (torcedores mais violentos) para os bares, que passavam entre seis ou sete no controle de entrada. Foi um massacre”, acusou Fassi. “Temos pessoas hospitalizadas”, afirmou.

O dirigente ainda revelou que após a confusão, já com o apito final – o Vélez fez 3 a 2 com gol do triunfo no minuto final – Rapizarda o procurou para pedir desculpas. “Os danos foram monstruosos e ele terá que dar explicações na Conmebol”, acrescentou. Fassi queria que os torcedores do Talleres ficassem em uma local no setor Oeste do estádio que acabou não utilizado.

“A polícia liberou a entrada para todo mundo. Isso foi premeditado. Havia um espaço sem pessoas”, reclamou. “Faremos uma denúncia criminal e um pedido à Conmebol para solicitar a suspensão do estádio. É ultrajante o que a diretoria do Vélez fez em resposta ao povo de Talleres.”

Foram 10 mil ingressos vendidos por antecedência aos torcedores do Vélez para o duelo de volta e agora não apenas Fassi, como o governo de Córdoba, já dão certeza que serão impedidos de estarem na cidade e, por consequência, ausentes no estádio daqui uma semana.

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