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Jô Soares preparava romance sobre assassinatos em prédio de São Paulo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Jô Soares seguia em plena atividade. Mesmo longe da televisão, e com projetos de teatro paralisados durante a pandemia de Covid-19, o comediante desenvolvia seu quinto romance policial. Sem um título definido, a nova obra narraria os assassinatos em um prédio na cidade de São Paulo. O autor se inspirou na série “Only Murders in the Building”, exibida pelo serviço de streaming Star Plus.

Na obra, três moradores de um prédio em Nova York acompanham um podcast policial e decidem produzir seu próprio projeto quando um homem é assassinado no prédio. O trio, formado pelos atores Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez, investigam o caso e acabam envolvidos como suspeitos do assassinato.

Fã de histórias policiais, o autor já demonstrara interesse em adaptar a série dano-sueca “The Bridge” para o universo brasileiro. Na obra, uma mulher é encontrada morta no meio da ponte que liga a Suécia e a Dinamarca, e os dois países precisam dividir as investigações sobre o assassinato. No Brasil, a história se passaria na ponte Rio-Niterói.

Jô escreveu títulos que se tornaram populares no mercado de romances policiais, entre eles “O Xangô de Baker Street”, de 1995, “O Homem que Matou Getúlio Vargas”, de 1998, “Assassinato na Academia Brasileira de Letras”, de 2005, e “As Esganadas”, de 2011.

O artista também escreveu títulos como “O Astronauta sem Regime”, de 1983, “Humor nos Tempos do Collor”, de 1992, e “A Copa que Ninguém viu e a que não Queremos Lembrar”, de 1994, dedicados ao humor, além dos dois volumes de seus livros de memórias, “O Livro de Jô”, lançados em 2017 e 2018.

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