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José Victor Oliva diz que política exige ‘sacanagem’ e não fará campanha de Bolsonaro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O empresário José Victor Oliva diz que não fará parte da campanha para a reeleição de Jair Bolsonaro (PL). “Ninguém me convidou. E eu não faria, porque não sei fazer, não é a minha praia”, afirma ele à coluna.

Na segunda (4), Oliva foi visto almoçando com o ex-secretário Fábio Wajngarten, responsável pela mídia da campanha do presidente, e com o marqueteiro do PL, Duda Lima. O encontro alimentou a expectativa de que o empresário, que é apoiador de Bolsonaro, pudesse ser incorporado à equipe.

Ele, porém, nega. Diz que Wajngarten é seu amigo de longa data e que no almoço eles conversaram sobre vários assuntos, inclusive sobre a eleição.

“Eles me contaram os passos todos da campanha, mas no sentido genérico”, afirma. Oliva acrescenta que deu alguns pitacos quando foi questionado sobre o tema. “Se alguém me pergunta o que eu acho, eu falo. O que é diferente de estar em campanha ou querer estar em campanha. Eu não sei fazer isso, não tenho essa capacidade. Eu ia ser um elefante em uma loja de cristais”, completa.

O empresário afirma também que só conheceu Duda Lima durante o almoço. “O Fábio é meu amigo e ele veio junto com um cavalheiro muito legal chamado Duda, que eu não conhecia. Nem sabia o que ele fazia”, diz.

Idealizador do Camarote N1, Oliva é considerado um dos maiores empresários da área de eventos do Brasil. À reportagem, o empresário diz que já foi convidado no passado para fazer outras campanhas políticas, mas recusou.

“Não tenho essa qualidade de pensar politicamente. Eu odeio injustiça, odeio mentira… Precisaria ter um quê de sacanagem que eu graças a Deus não tenho”, justifica.

“O meu negócio é vender comunicação, eu sou uma pessoa de eventos, promoções”, completa.

Oliva diz que já votou em Lula (PT) duas vezes, mas que votará em Bolsonaro novamente no pleito de 2022 —ele apoiou o político também em 2018.

Além de se sentir mais alinhado ideologicamente ao que o atual presidente representa, o empresário pontua como razão principal para a escolha um posicionamento da filósofa Marilena Chauí, feito em 2013, quando ela afirmou que odiava a classe média. Na ocasião, ela descreveu a classe média como “reacionária, conservadora, ignorante, petulante, arrogante e terrorista”.

“Aquilo me ofendeu pessoalmente, porque meu pai era de classe média e ele morreu de trabalhar para dar educação para mim e para o meu irmão. Quando ela falou aquilo, o Lula estava do lado, rindo da situação. Me magoou demais”, diz.

“Foi uma coisa que me tocou e, a partir daí, comecei a pensar um pouco mais em cada coisa que foi falada”, acrescenta. “Eu me sinto um cara legal. Por votar no Bolsonaro, eu não me sinto escroto. Todas essas coisas foram mexendo comigo no sentido de ‘eu quero votar em um outro tipo de pessoa'”, explica.

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