A justiça americana negou um pedido de adiamento de julgamento feito pela defesa de Harvey Weinstein. O poderoso produtor americano irá a julgamento no próximo dia 10 de outubro, em um procedimento que está previsto para durar até o final de novembro. No processo, ele será julgado por 11 acusações de estupro e assédio sexual.
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Os advogados de Weinstein defendiam o adiamento dos procedimentos para que o processo não fosse usado para a divulgação do filme “Ela disse”, baseado na matéria investigativa do jornal The New York Times que resultou no surgimento do movimento #MeToo. O juiz de Los Angeles, no entanto, julgou improcedente o pedido.
Com lançamento previsto para 2023 no Brasil, o longa conta com direção de Maria Schrader e produção de Brad Pitt. Carey Mulligan e Zoe Kazan interpretam as repórteres Megan Twohey e Jodi Kantor, responsáveis pela publicação da matéria.
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Weinstein já foi considerado um dos produtores independentes mais poderosos em Hollywood. Quando o jornal “The New York Times” e a revista “New Yorker” revelaram acusações sexuais feitas por várias mulheres, incluindo atrizes famosas, as denúncias alavancaram o movimento “#MeToo” contra assédio e agressão sexual. Ele ainda foi expulso de sua empresa, “The Weinstein Company”, e da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.
As acusações criminais feitas em Manhattan baseavam-se nas queixas de duas mulheres: Miriam Haley, uma assistente de produção que disse que ele a forçou a receber sexo oral em 2006, e Jessica Mann, ex-atriz que alegou ter sido estuprada pelo produtor num hotel em 2013.
No momento, Weinstein está cumprindo uma sentença de 23 anos em Los Angeles, nos EUA, enquanto aguarda este julgamento por outras 11 acusações.

