Comissão do Senado convida presidente do INSS para explicar a fila com milhares de pessoas à espera de benefícios

Mix Vale

Apesar de o secretário de Previdência do Ministério do Trabalho e Previdência, André Rodrigues Veras, ter informado em reportagem ao SBT News, que o Instituto Nacional do Seguro Social  (INSS) está realizando tarefas que estão diminuindo a fila de concessão de benefícios, o presidente do órgão, Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano, foi convidado pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) para falar sobre a fila de espera, que passa de 1,27 milhão de pessoas, segundo fontes do próprio INSS. No primeiro semestre de 2022, esse número passou de 2 milhões de pessoas.

O requerimento é de autoria do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), e assinado também por Eduardo Girão (Podemos-CE) e pelo presidente da CTFC, senador Reguffe (sem partido-DF). Na justificativa, Nelsinho informa que há mais de 1,8 milhão de pedidos de novos benefícios pendentes de análise por parte do INSS. Destes, 500 mil são de pessoas com deficiência aguardando o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Os números apresentados no requerimento datam de julho deste ano, por isso a diferença entre 1,8 milhão apontado do documento e os atuais 1,27 milhão informado por uma fonte do INSS.

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“Sabemos que essa demora na análise dos processos administrativos agrava ainda mais a situação de vulnerabilidade social”, afirma Nelsinho na justificativa do requerimento.

De acordo com o INSS, setembro registrou a menor quantidade de processos dos últimos meses e a expectativa é de diminuição gradativa, até o fim do ano,  das filas, da perícia médica e concessão de benefícios como auxílio-doença e pedidos de aposentadoria. NO entanto,na entrevista, o secretário não informou quantos requerimentos foram analisados em setembro.

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— A gente hoje consegue despachar, ou seja, analisar mais benefícios do que aqueles que entram. Mensalmente, o INSS tem recebido 500, 600, 700 mil processos por mês, a depender do mês e tem despachado, tem analisado mais de 800 mil processos. Então, ele tem dado vasão a esses pedidos em número maior do que aqueles que entram. E é por isso que a gente tem hoje o menor tempo de espera ou a menor fila ou menor quantidade de processos dos últimos meses — diz o secretário.

Na entrevista, o secretário de Previdência admite que não pretende zerar a fila, o que considera impossível diante da demanda represada e do envelhecimento da população que demanda por serviços.

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