O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, afirmou nesta quinta-feira que realizará uma reunião com o Ministério Público Eleitoral e com o Ministério Público do Trabalho para debater denúncias de casos de assédio eleitoral que vêm sendo denunciados em todo o país. Somente até terça-feira, segundo o MPT, são 197 acusações de coação eleitoral neste ano.
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De acordo com o presidente do TSE, o encontro, que contará com o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, e com o procurador-geral do MPT, tem o objetivo de alinhar um combate “ao assédio eleitoral do empregador”. Segundo Moraes, a prática é “lamentável”.
— Lamentavelmente temos casos de assédio eleitoral do empregador coagindo, ameaçando para que seus funcionários votem ou deixem de votar em determinadas pessoas. Há inclusive empregadores querendo trocar dinheiro, querendo comprar o documento do empregador — afirmou Moraes.
Ainda segundo o ministro, a prática consiste em crime comum e crime eleitoral, e a ideia da reunião é estabelecer critérios para uma atuação “mais efetiva, mais rápida” da Justiça.
— Não é possível que em pleno século 21 se queira coagir o empregado — lembrou o presidente do TSE, destacando que a Corte já conta com um canal de denúncias, onde os relatos podem ser feitos em sigilo.
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Informações divulgadas pelo MPT na última segunda-feira mostram que a região Sul tem o maior número de acusações, com 103 ocorrências neste ano.

