Mbappé brilha, se credencia a melhor da Copa e coloca França no caminho do tri

Mix Vale

DOHA, QATAR (UOL – FOLHAPRESS) – “Precisamos de uma ‘scooter’ para pegá-lo”, afirmou o atacante polonês Arkadiusz Milik ao ser questionado sobre como parar Mbappé no duelo com a França pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Para o azar dele, evidentemente, isso não era possível.

Pior ainda se o camisa 10 estiver em um dia inspirado, daqueles em que só mesmo motorizado para conseguir pará-lo.

O craque estava assim neste domingo (4), no estádio Al Thumama, em Doha, onde ele derrubou a Polônia com dois golaços e uma assistência, na vitória por 3 a 1.

O astro é o artilheiro isolado do torneio no Qatar, com cinco gols.

O atacante também conseguiu um feito marcante: ultrapassou Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, na precocidade artilheira em Copas.

Quando tinha 23 anos, o jogador que depois de tornaria o Rei do Futebol acumulava sete gols em Mundiais, feitos na Suécia-1958 (seis) e no Chile-1962 (um). Mbappé soma nove agora. Pelé só marcou seu nono gol na Copa de 1970, aos 29 anos.

Mais do que os números, as jogadas que ele tem feito, a forma como se apresenta para os jogos e sua liderança técnica em campo refletem um grande amadurecimento daquele que, em 2018, já foi eleito o melhor jovem jogador da Copa na Rússia.

Enquanto se credencia, agora, ao prêmio de melhor jogador deste Mundial, ele também mantém os franceses na busca do tricampeonato e de igualar uma marca que somente Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962) conseguiram, com dois títulos consecutivos.

Nas quartas de final, os atuais campeões vão encarar o vencedor do duelo entre Inglaterra e Senegal, também marcado para este domingo.

Seja qual for o adversário, quem quiser ter chance de avançar à semifinal, terá que diminuir os espaços de Mbappé. A Polônia não conseguiu.

Embora tenha feito uma boa partida, sobretudo em comparação com a postura apática de sua exibição contra a Argentina, na última rodada da fase de grupos, os poloneses tiveram dificuldades na marcação dos atacantes franceses.

Antes mesmo do camisa 10 iniciar seu show particular, a França conseguiu abrir o placar com Giroud, aos 44 minutos do primeiro tempo, quando ele foi servido justamente por Mbappé.

Ao inaugurar o marcador, Giroud se isolou como o maior artilheiro de seu país. O atacante tem 52 gols com a camisa dos Azuis, um a mais do que Thierry Henry, com quem ele dividia a primeira posição até então.

Não fosse por Mbappé, ele certamente poderia ser apontado como o protagonista deste time, sobretudo por ter superado as desconfianças em torno de sua capacidade de substituir Karim Benzema, que se machucou antes do início da Copa.

Até o gol do camisa 9, a primeira etapa havia sido equilibrada. Tanto que a primeira boa chance do jogo foi de Lewandowski. Ele finalizou de longe, aos 20, e a bola saiu à esquerda do gol.

Piotr Zieliński também exigiu boa intervenção de Lloris antes de o placar ser aberto, mas o gol francês premiava àquela a equipe que insistiu mais.

A vantagem parcial deu moral para a França voltar do intervalo com mais ímpeto. Quase chegou ao segundo gol logo aos 11 minutos, quando Giroud marcou de bicicleta. O lance foi anulado porque o árbitro venezuelano Jesus Valenzuela viu falta de Varane em Matty Cash na disputa da bola.

Depois de um contra-ataque mortal, porém, não teve jeito. Griezmann estava ajudando a defesa, chutou a bola para o ataque e, após boa trama entre Giroud, Dembélé e Mbappé, o camisa 10 invadiu a área e finalizou de chapa para ampliar: 2 a 0.

Não fosse por Mbappé, ele certamente poderia ser apontado como o protagonista deste time, sobretudo por ter superado as desconfianças em torno de sua capacidade de substituir Karim Benzema, que se machucou antes do início da Copa.

Até o gol do camisa 9, a primeira etapa havia sido equilibrada. Tanto que a primeira boa chance do jogo foi de Lewandowski. Ele finalizou de longe, aos 20, e a bola saiu à esquerda do gol.

Piotr Zieliński também exigiu boa intervenção de Lloris antes de o placar ser aberto, mas o gol francês premiava àquela a equipe que insistiu mais.

A vantagem parcial deu moral para a França voltar do intervalo com mais ímpeto. Quase chegou ao segundo gol logo aos 11 minutos, quando Giroud marcou de bicicleta. O lance foi anulado porque o árbitro venezuelano Jesus Valenzuela viu falta de Varane em Matty Cash na disputa da bola.

Depois de um contra-ataque mortal, porém, não teve jeito. Griezmann estava ajudando a defesa, chutou a bola para o ataque e, após boa trama entre Giroud, Dembélé e Mbappé, o camisa 10 invadiu a área e finalizou de chapa para ampliar: 2 a 0.

*

FRANÇA

Lloris; Koundé (Disasi), Varane, Upamecano e Theo Hernández; Tchouaméni (Fofana) e Rabiot; Dembélé (Coman), Griezmann e Mbappé; Giroud (Thuram). T.: Didier Deschamps

POLÔNIA

Szczesny; Bereszynski, Glik e Kiwior (Bednarek); Cash, Krychowiak (Bielik), Szymanski (Milik) e Frankowski (Grosicki); Zielinski, Kaminski (Zalewski) e Lewandowski. T.: Czeslaw Michniewicz

Estádio: Al Thumama, em Doha

Árbitro: Jesús Valenzuela Sáez (VEN)

Assistentes: Jorge Urrego Martínez e Tulio Moreno (ambos da VEN)

Cartões amarelos: Tchouaméni (FRA); Bereszynski (POL)

Gols: Giroud (FRA), aos 44min do primeiro tempo; Mbappé (FRA), aos 29min e aos 45min, e Lewandowski (POL), aos 54min do 2º

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