Rua com ar condicionado chama a atenção no Catar; veja como a sede da Copa tenta driblar o calor

Mix Vale

Calor não é assunto novo em Copas do Mundo. Na Copa de 1994, nos Estados Unidos, jogos foram realizados com sol a pino por questões comerciais. Na abertura daquele Mundial, Alemanha e Bolívia tiveram que aguentar uma temperatura de 33°C em Chicago, em partida que começou às 14h (horário local). Os termômetros na final entre Brasil e Itália, que foi ainda mais cedo, às 12h, chegaram a 38°C. México-1970, Espanha-1982 e até o Brasil-2014 (especialmente pela umidade em Manaus) também tiveram o calor em pauta.

Esse debate se intensificou no Catar, sobretudo porque a Fifa precisou mudar seu calendário, levando o Mundial para o fim do outono no Oriente Médio (novembro e dezembro) em vez do tradicional verão europeu (junho e julho). Isso mexeu com a programação das ligas nacionais e continentais, atletas e até turistas, já que não é período de férias escolares no Velho Continente. O objetivo foi poupar todos do calor que praticamente inviabiliza a população local de transitar e trabalhar nas ruas durante o verão — imagina jogar futebol em alta performance.

O Catar, assim como todo o Oriente Médio, tem experimentado os efeitos das mudanças climáticas. Segundo reportagem do “Washington Post”, a temperatura média em Doha subiu 2,8°C nos últimos 60 anos, período em que experimentou uma urbanização acelerada impulsionada pela riqueza do petróleo e gás.

Dos oito estádios da Copa, o único que não é climatizado é o 974, palco de Brasil e Coreia do Sul, hoje, às 22h (16h de Brasília). Por causa da estrutura de contêineres e por ser às margens do Golfo, a arena temporária foi planejada para aproveitar o vento, que passa pelas suas frestas e deixa o clima mais agradável.

Nos outros locais de jogos, a temperatura varia entre 20° e 23°C, embora a sensação térmica nas arquibancadas, por vezes, pareça até mais baixa.

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