INSS: PF prende integrantes de quadrilha de fraudadores Para realizar a fraude, o grupo, que era formado por advogados, fazia os requerimentos de benefícios previdenciários em nome de pessoas fictícias e também a reativação de benefícios que têm como titulares pessoas falecidas. Para isso, a quadrilha anexava junto aos processos documentações falsificadas.
De acordo com as investigações, os criminosos desenvolveram a habilidade de se passar por procuradores e faziam requerimentos na condição de representantes legais desses beneficiários que não eram reais. Também usavam identidades falsas para se apresentarem ao INSS nessa condição de procurador.
Uma vez concedido o benefício, os integrantes da quadrilha realizavam a abertura de contas em agências bancárias para o depósito dos pagamentos e retiravam o cartão magnético para saques futuros.
Na operação desta terça-feira, policiais federais cumpriram 19 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói(RJ), Nova Iguaçu (RJ) e Nilópolis (RJ).
Os criminosos responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário, falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsos. Se somadas, as penas podem chegar a 31 anos e 8 meses de reclusão.
Outro esquema pode ter levado a prejuízo de R$ 1 bi
Reportagem da GloboNews nesta terça-feira revelou um outro esquema de fraudes no INSS, descoberto por funcionários do próprio órgão, que pode ter resultado no desvio de R$ 1 bilhão. Segundo a apuração interna, criminosos identificaram falhas no sistema de dados do INSS e conseguiram fazer acesso remoto do servidor, usando um login e senha como o de um servidor.
Os cibercriminosos tinham como alvo benefícios concedidos antes de 2010, quando o sistema não exigia que o pagamento fosse feito em uma conta corrente vinculada ao mesmo nome do titular do aposentado ou pensionista. Com o acesso ao sistema do INSS, os golpistas trocavam a conta corrente cadastrada e passavam a receber o benefício no lugar do segurado.
Eles também criaram benefícios usando nomes de pessoas que não haviam solicitado e só descobriram isso ao fazerem seus pedidos. Nessa modalidade, os fraudadores registravam no sistema que o segurado tinha algum tipo de invalidez que demandava a atuação de um curador, uma espécie de procurador que poderia sacar os benefícios. O INSS identificou ao menos 22 mil pagamentos irregulares entre janeiro e agosto, informou a reportagem da GloboNews. Fonte: O Globo