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Santos cria cláusula antiapostas nos contratos após caso Bauermann

SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Santos criou uma “cláusula antiapostas” para cada contrato profissional assinado pelo clube após o caso de Eduardo Bauermann, um dos atletas envolvidos em esquema de manipulação de eventos esportivos investigado pelo Ministério Público de Goiás na “Operação Penalidade Máxima”.

NOVAS MEDIDAS

O Santos criou a cláusula para facilitar o fim do contrato em caso de mais algum jogador se envolver com apostas.

Os contratos de trabalho já tinham cláusulas que previam justa causa para conflitos de interesse ou éticos, mas esse trecho será mais claro e proibirá qualquer atleta de ter conta em casas de apostas ou combinar qualquer ação com quem aposta.

O time já citava nos contratos um trecho do Regulamento de Ética da Fifa, que prevê multa de R$ 600 mil para quem praticar qualquer ilegalidade ou fraude. Essa cláusula, porém, fala em quebra de contrato se houver qualquer comprovação de envolvimento com apostas.

BAUERMANN “ESCAPOU”

O Santos se surpreendeu com a punição de 12 jogos do zagueiro Eduardo Bauermann. O clube esperava ao menos um ano de gancho pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

O Santos reviu o planejamento inicial após essa suspensão branda de 12 jogos. O gancho pode não dar segurança jurídica suficiente para rescisão por justa causa.

O time planejava processar Bauermann se o STJD entendesse que o delito era mais grave. O clube demitiria e entraria na Justiça para pedir as verbas rescisórias do contrato até o fim de 2024.

O Santos agora adota cautela e espera a decisão final por escrito e se a procuradoria do STJD vai recorrer. O clube afirma que a prioridade é “proteger a instituição” e não há pressa.

TENDÊNCIA É A SAÍDA

O Santos não tem pressa para decidir o futuro de Eduardo Bauermann, mas a tendência é negociar o zagueiro de 27 anos.

O time alvinegro entende que Bauermann pode ter mercado em alguns clubes do Brasil e, principalmente, no exterior. O Léon (MEX) tentou o defensor antes do início da operação “Penalidade Máxima” do Ministério Público de Goiás.

O Santos não vê clima para Bauermann continuar e facilitaria a sua saída. O atleta estava afastado dos treinamentos e ficou apenas em casa nas últimas semanas. Ele só saiu de sua residência para comparecer ao julgamento de ontem.

JURÍDICO É ELOGIADO

O Santos está muito satisfeito com a atuação de seu departamento jurídico. O Peixe entende que seus advogados deram exemplo entre os clubes com atletas investigados.

O clube da Vila Belmiro foi pressionado para rescindir com Eduardo Bauermann, mas adotou cautela para apenas suspender o vínculo provisoriamente e evitar insegurança jurídica. Havia o temor de Eduardo Bauermann “virar a banca” se fosse inocentado.

Outros clubes se anteciparam e demitiram atletas investigados e agora podem ter problemas na Justiça se as punições forem brandas como a de Bauermann foi.

Essa foi uma das motivações para a criação da “cláusula antiapostas”. O trecho do contrato facilitaria a rescisão em novos casos de envolvimento com esquemas.

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