Pelo segundo dia seguido, o Bitcoin voltou a ser cotado acima de US$ 30 mil. A retomada anima os investidores, pois pode indicar o “fim do inverno cripto”, quando a cotação da moeda digital despencou. A chegada de novas instituições financeiras a esse mercado também é vista com otimismo.
Nesta quinta-feira, o Bitcoin subia 1% às 6h38, cotada a US$ 30.315, em Londres, depois de aumentar mais de 5% em cada um dos dois dias anteriores. Ativos menores, como Ether, Cardano e Solana, também registraram ganhos.
Isso acontece após uma alta de 22% desde o pedido da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, em 15 de junho, para obter permissão para lançar um ETF de bitcoin. ETF é um fundo de negociado em Bolsa como se fosse uma ação. Invesco, WisdomTree e Bitwise apresentaram pedidos semelhantes nos últimos dias.
A Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos EUA resistiu a permitir tais fundos, citando riscos como fraude e manipulação no mercado à vista do token, mas o tamanho e reputação da BlackRock levou a especulações de que poderia haver aprovação da agência.
O analista de mercado da IG Australia Pty , Tony Sycamore disse, em nota que a aplicação da BlackRock e as “expectativas dos investidores de mais estímulos na China” para fortalecer a economia do país estão por trás da alta do Bitcoin.
Onda de otimismo
O Bitcoin se recuperou 83% este ano, após uma queda em 2022 que fez evaporar US$ 1,5 trilhão em ativos digitais. O token permanece cerca de US$ 39.000 abaixo de seu pico de 2021.
A moeda também recebeu um impulso esta semana com o início de uma bolsa de ativos digitais, a EDX Markets, apoiada por empresas como Citadel Securities, Fidelity Digital Assets e Charles Schwab Corp.
Antes da última onda de otimismo, a repressão da SEC havia reduzido o sentimento e contribuído para a liquidez nos mercados de criptomoedas. As operadoras de câmbio Binance e Coinbase Global são processadas pelo mercado regulador, que designou uma série de tokens digitais como títulos não registrados.