Kiev (Reuters) – Os presidentes da Ucrânia e da Polônia relembraram juntos neste domingo o aniversário dos massacres de poloneses cometidos por nacionalistas ucranianos durante a Segunda Guerra Mundial, assassinatos que geraram tensão por gerações entre países que se tornaram aliados próximos.
Varsóvia se posicionou como uma das mais ferrenhas apoiadoras de Kiev desde que a Rússia invadiu o país em 2022.
Mas os massacres de Volhynia continuaram a pairar sobre os laços entre as duas nações, particularmente antes de 11 de julho, aniversário de um dos dias mais sangrentos de uma série de assassinatos ocorridos de 1943 a 1945.
A Polônia diz que cerca de 100.000 poloneses foram mortos nos massacres realizados por nacionalistas ucranianos. Milhares de ucranianos também foram mortos em represália.
O ucraniano Volodymyr Zelenskiy e seu colega polonês Andrzej Duda compareceram juntos a uma cerimônia religiosa na cidade de Lutsk, no oeste da Ucrânia, em memória das vítimas.
“Juntos prestamos homenagem a todas as vítimas inocentes de Volhynia! A memória nos une!”, escreveram o gabinete de Duda e Zelenskiy no Twitter. “Juntos somos mais fortes.”
A cerimônia contou com a presença dos chefes das maiores igrejas ortodoxas e católicas da Ucrânia e do chefe da Conferência Episcopal Polonesa, o arcebispo Stanislaw Gadecki.
(Por Max Hunder em Kiev e Alan Charlish em Varsóvia)