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Jenni Hermoso quebra silêncio após Caso Rubiales: ‘Sofremos além da conta em um momento histórico’

Campeã do mundo com a seleção da Espanha, Jenni Hermoso quebrou o silêncio público após o Caso Rubiales — a jogadora foi beijada à força pelo então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, durante a comemoração pelo título na Austrália. Sem citar diretamente o episódio, ela discursou durante a cerimônia que incluiu 18 novos nomes, incluindo o dela, no Salão da Fama do Futebol de Pachuca, cidade-sede do clube mexicano que defende desde 2022.

A jogadora de 33 anos argumentou que, ao ganhar o título mundial, a seleção espanhola se tornou “uma das melhores equipes da História”, mas que “conseguiu algo muito mais humano, transcendental”. Disse ainda que a conquista era “a única forma de sermos escutadas, respeitadas e valorizadas”.

O ciclo que culminou na Copa do Mundo foi marcado também por problemas de relacionamento entre as atletas e o técnico Jorge Vilda. Diversas jogadoras se afastaram da equipe nacional (algumas voltaram atrás) como forma de protesto pelo que consideravam uma cultura abusiva de trabalho. Vilda foi demitido em setembro e substituído por Montse Tomé, assistente na antiga comissão e que se tornou a primeira mulher a treinar a seleção feminina da Espanha.

No discurso, Hermoso afirmou que está segura de que “milhões de meninas ao redor do mundo se sentiram identificadas e protegidas por este grupo de jogadoras valentes, comprometidas e honradas”. E que “nós sacrificamos algumas alegrias e celebrações” e “sofremos além da conta em um momento histórico”.

Antes de voltar ao México, Hermoso depôs na Espanha sobre o episódio do beijo forçado. Ela disse às autoridades, segundo revelado pelo canal Telecinco, que foi pega de surpresa e não soube como reagir:

— A primeira coisa que disse quando o abracei foi que tínhamos conseguido. A única coisa que me lembro é ele me dizer: ‘Esta Copa ganhamos graças a você’. O que lembro depois são as suas mãos na minha cabeça e o beijo na boca.

No depoimento, a meio-campista lamentou o fato de ainda lidar com a repercussão do caso e ter tido sua saúde mental e vida pessoal afetadas pelo episódio de abuso:

— Não mereço estar vivendo tudo isso. Tem sido muito difícil não poder sair de casa, tive que sair de Madri para não sofrer essa pressão. Por que tenho que estar chorando em casa se não fiz nada?

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