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Após esquecer pessoas em sala, cinema do RJ oferece acordo para quem foi prejudicado: ‘Ficou um trauma’

“Ficou um trauma”, enfatiza Ruth Kauffmann, uma das pessoas esquecidas, no último sábado (27), dentro do cinema Estação Net Rio, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Mas há um final alternativo para essa história tensa, como avalia a professora aposentada de 70 anos. Até agora, ela e outros dez espectadores que vivenciaram o terror de ficar trancados no local — após funcionários não notarem que a última sessão do filme “Os rejeitados” ainda seguia em curso — foram identificados pelo Grupo Estação, que propõe um acordo, como indenização informal pela situação atípica.

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Além do pedido de desculpas, a rede carioca — responsável por uma das mais tradicionais salas de rua da cidade, e há quase quatro décadas em atividade — ofereceu, como contrapartida aos prejudicados, um pacote de ingressos, válidos para quaisquer sessões em 2024.

— A direção do circuito Estação Net está consternada com este episódio, que ocorreu por falha da gerente do cinema, que não cumpriu sua função de fazer a ronda em todas as salas antes de apagar as luzes e fechar o cinema — afirma Adriana Rattes, diretora executiva do Grupo Estação. — Estamos desde então tentando achar as pessoas que passaram por este susto para pedir desculpas e buscar formas de compensá-los pelo o que aconteceu. Estamos oferecendo, para cada um, um kit de cortesias para o ano de 2024, sempre com acompanhante e pipoca, e vamos fazer uma pré-estreia especial só para os que estavam na sessão, com direito a drinques e comidinhas.

A ideia inicial da empresa, segundo Adriana, é realizar a sessão especial já na próxima semana. Até lá, eles esperam contatar todos “rejeitados” do tal filme não programado. A sócia-fundadora do Grupo Estação reforça que “quem quiser nos procurar não hesite em fazê-lo”.

— Acho que essa é uma decisão muito gentil, cortês. De início, não quis aceitar nada, porque é algo que já aconteceu. Mas meu filho me convenceu. O cinema quer se redimir, fazer um agrado. Então tudo bem, né? — ressalta Ruth Kauffmann, que passou pela situação ao lado do marido. — A sensação é que vivi um laboratório inspirado no filme “Os rejeitados”, e que a gente tinha acabado de ver. Agora estou menos assustada. Mas foi uma tensão na hora. E a maioria das pessoas ali era gente como eu, da segunda e da terceira idade.

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