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Igreja Católica do Equador classifica legalização da eutanásia como ‘diabólica’

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A Igreja Católica do Equador criticou a decisão da Corte Constitucional do país, que liberou à eutanásia, considerada como “diabólica”. Na semana passada, o Equador se uniu à Colômbia e se tornou o segundo país latino-americano a aprovar a prática. A medida vale para pessoas que sofrem de doenças graves e incuráveis ou lesões irreversíveis.

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“É diabólico querer defender a vida dando a um homicídio um quadro de legalidade”, afirmou a Conferência Episcopal Equatoriana (CEE) em um comunicado oficial.

A CEE acrescentou que “a vida humana é sagrada e inviolável” e que “a eutanásia não é sinônimo de uma morte sem dor ou sofrimento”, ao relatar supostos sofrimentos de pacientes aos quais a medida é aplicada. “Eles não são pacientes que morrem aliviados emocional, psicológica, física ou espiritualmente”.

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A decisão foi tomada após um pedido de Paola Roldán, uma mulher de 43 anos que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA) há três anos, uma doença degenerativa e dolorosa. Roldán entrou com uma ação em agosto de 2023 contra o artigo 144 do código penal equatoriano, que pune o homicídio com prisão de 10 a 13 anos.

A Corte estabeleceu que a punição por homicídio “não pode ser aplicada ao médico que realiza um procedimento de eutanásia ativa em prol da preservação dos direitos de uma vida digna e do livre desenvolvimento da personalidade do paciente”.

O papa Francisco sempre se mostrou contrário à eutanásia, ao denunciar que há uma “perspectiva falsamente digna de uma morte doce”.

Ao mesmo tempo, a Conferência Episcopal considerou que a sentença é “vaga” por não precisar o que é considerado, por exemplo, uma doença incurável. Além disso, a Igreja criticou a decisão “que permite a um médico se aproximar de um doente com intenção de lhe dar a morte, diminuindo a essência de sua profissão, que é defender a vida”.

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