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Não achei bacana a associação à morte de pessoas, diz Gabriel David sobre ‘Vale o Escrito’

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um dos personagens da série “Vale O Escrito”, Gabriel David faz elogios para o documentário do Globoplay, que ganhará uma segunda temporada, mas não esconde que nem tudo o agradou na série.

“Como produto de entretenimento, adorei. Vi duas vezes. O problema foi ter mudado ao longo de quase três anos desde que as filmagens começaram até o projeto até ir ao ar”, diz o diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) e filho de Anísio Abraão David, bicheiro e patrono da Beija-Flor.

Gabriel contou à Folha de S.Paulo que participou efetivamente da produção, daí a decepção com a forma como os fatos foram narrados. “Quando fiz a minha parte da entrevista, isso há dois anos e pouco, era com outro objetivo. A ideia era contar a história das famílias. E virou uma coisa só contando, majoritariamente, a história das mortes”, reclama.

O empresário faz questão de enfatizar que se decepcionou com o produto final, que teria feito, erradamente, segundo seu ponto de vista, uma associação entre a contravenção do jogo do bicho e o Carnaval, com o assassinato de pessoas relacionadas a esses dois mundos interligados.

“De novo: ‘Vale O Escrito’ é fantástico como produto de entretenimento, o que não achei bacana foi associação à morte de pessoas. E a série foi 100 % nesse lugar”.

Ele ressalta que compreende a opção por mostrar fatos fundamentais para entender a história da contravenção e seu elo com o Carnaval e, em seguida, comenta que outras plataformas pretendem entrar no assunto —mas agora ele quer colaborar com produções que falem “na veia do Carnaval”.

“A gente está cada vez mais investindo e olhando para o audiovisual como uma forma de contar a história do Carnaval e dos sambistas. Têm coisas muito importantes, fundamentais, até, para a formação da cidade e do estado do Rio de Janeiro”, afirma.

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