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Protesto contra morte de imigrante senegalês reúne mais de 100 no centro de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um protesto contra a morte do imigrante senegalês Serigne Mourballa Mbaye, 36, reuniu mais de cem pessoas na tarde desta quinta-feira (25) no centro de São Paulo. Os manifestantes pedem a investigação do caso e a punição de dois policiais militares que estavam no mesmo apartamento que Mbaye quando ele caiu do 6º andar do prédio.

Amigos do senegalês e imigrantes africanos que frequentam a rua Guaianases, onde ele morreu, dizem que o caso envolve racismo e abuso de autoridade. Os dois PMs entraram no prédio sem mandado judicial.

A passeata, que começou por volta das 13h, saiu da rua Guaianases e percorreu várias ruas da região central até chegar à sede da SSP (Secretaria da Segurança Pública), no Largo São Francisco. Dois representantes dos manifestantes foram recebidos na secretaria.

Um dos manifestantes recebidos na SSP foi o vendedor Papa Magaye Gaye, 39, amigo do imigrante morto. Ele fez às autoridades uma denúncia contra um policial que estava na rua Guaianases no dia da morte de Mbaye.

Segundo Gaye e outros senegaleses também ouvidos pela reportagem, há cerca de dois meses um PM agrediu uma imigrante numa praça no Brás, também na região central, e ameaçou os senegaleses de morte. A situação foi relatada por ao menos quatro pessoas.

Gaye e outros imigrantes dizem que esse policial –integrante das Forças Especiais da PM, conforme uma foto exibida à reportagem– participou do confronto entre imigrantes e policiais que ocorreu logo após a morte de Mbaye. Ele não entrou no apartamento, subindo o advogado Edson Santos, que representa Gaye.

“Eles entram nas nossas casas todos os dias, pegam nosso dinheiro”, disse o vendedor à Folha de S.Paulo. “Na semana passada, um policial quebrou o celular do meu amigo, um iPhone 15, no murro.”

O deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e integrantes do Conselho Municipal de Imigrantes, além de representantes de outras entidades de proteção de direitos, participaram da manifestação.

O protesto terminou por volta das 15h, após o grupo recebido na SSP deixar a reunião. Eles disseram que os representantes da secretaria foram sensíveis às denúncias da comunidade e prometeram providências contra os casos de abuso policial.

Em nota, a secretaria disse que representantes do grupo foram recebidos por integrantes da pasta e que “os manifestantes apresentaram suas demandas e foram informados sobre o andamento das investigações das polícias Civil e Militar sobre o caso”.

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