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Veja consensos e contradições entre auditores que condenaram Gabigol por tentativa de fraude no antidoping

Com um placar apertado de 5 a 4, o julgamento realizado pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD), condenou e suspendeu Gabigol por dois anos das atividades relacionadas ao futebol devido tentativa de fraude no antidoping. Apesar do resultado estreito, os auditores definiram em unanimidade, a partir das queixas dos fiscais sobre o comportamento do jogador, que ele foi “grosseiro” e “rude”. No entanto, divergem em diversos aspectos desde a chegada dos oficiais ao centro de treinamento até o processo de coleta da urina.

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Os auditores votantes a favor da condenação do atleta, conforme informou o ge — que teve acesso ao acórdão (decisão em colegiado do tribunal) —, foram: Vinicius Loureiro, Daniel Chierighini, Alexandre Ferreira e Martinho Neves Miranda. Estes concordaram, além das atitudes ríspidas do atleta, em argumentos relacionados a demora para realizar a coleta e como ela foi conduzida.

Veja pontos em comum para votos a favor da condenação:

a ausência de comparecimento para a coleta antes do início do treino

não dar a devida atenção aos profissionais que iriam realizar o procedimento

se encaminhar ao almoço após o treino e não a coleta

a não permissão para que o DCO observasse completamente a coleta da urina

a escolta dos oficiais não teria sido permitida

desobediência do jogador durante a coleta

Porém, Selma Fátima Melo Rocha, Fernanda Farina Mansur, Jean Batista Nicolau e Ivan Pacheco, que apontaram contra a condenação, discordam que estes tópicos sejam coerentes. O quarteto converge que há dificuldades para compreender o fato ocorrido, já que nos depoimentos das testemunhas, segundo o grupo, há divergências.

Veja pontos contrários a condenação:

um dos coletores disse que tinha visto Gabigol chegando ao CT com necessaire – o que foi desmentido pelas imagens de segurança do local.

a escolta do atleta é um ponto pouco claro para os auditores, que alegaram que no formulário constava um nome como responsável, mas no depoimento o oficial disse que “não participou” da coleta

o momento em que o jogador vai ao quarto e fecha a porta também pareceu inconclusivo para a auditora

não há unanimidade no horário da notificação do atleta para fazer o exame

há dúvidas a respeito do tempo em que o Gabriel já se encontrava na fisioterapia

A defesa do camisa 10 do Flamengo entrou na Corte Arbitral do Esporte (CAS) no início de abril com pedido de efeito suspensivo. Não há data marcada para o tribunal da Suíça julgar o pedido e as partes serão notificadas do resultado de forma oficial pela secretaria do tribunal.

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