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Sertanejo no Rock in Rio? A hora chegou na edição de 40 anos

Na edição em que comemora seus 40 anos de história, o Rock in Rio abriu uma porta para um gênero que muitos consideram incompatível com o rock: o sertanejo. Na tarde de segunda-feira, enquanto artistas gravavam uma canção para o aniversário do festival, foi confirmada a realização de um dia integralmente dedicado à música brasileira, em 21 de setembro.

Junto com espetáculos dedicados ao rock, à MPB e ao trap (que já vinham fazendo parte da programação do festival), o Palco Mundo terá nessa data um show só de sertanejo no qual os pioneiros Chitãozinho & Xororó receberão Luan Santana, Simone Mendes (ex- Simone & Simaria), Júnior (filho de Xororó, que fazia com a irmã a dupla Sandy e Junior) e Ana Castela.

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Idealizador do Rock in Rio, o publicitário Roberto Medina contou como se deu a capitulação do festival ao gênero que nasceu da guinada pop da música caipira, nos anos 1980, e que veio renovando sua popularidade em tempos de streaming:

— Quando se faz um trabalho democrático, tem que ser democrático de verdade. A gente foi avançando no funk, no trap e estava faltando essa parte. Há toda uma geração cantando música sertaneja, ganhou uma dimensão enorme. Dei aquele passo de chamar o Luan Santana para assistir ao The Town e gostei muito dele. Acho que é o início de uma caminhada, para desespero dos meus amigos roqueiros.

Chitãozinho celebrou a primeira vez em que ele e seu irmão Xororó — a dupla que em 1982 vendeu mais discos que Roberto Carlos graças ao estouro com a música “Fio de cabelo”— se apresentarão no festival:

— O Rock in Rio faz parte da história do povo brasileiro, e há muitos anos a gente sonhava com esse momento, só faltava a nossa música chegar lá… finalmente estamos realizando esse sonho!

— Meu irmão sempre falou: o Rock in Rio é maravilhoso, só tinha um defeito: faltava um palco para a música brasileira — completa Xororó.

— Vai ser o show dos nossos 50 anos de carreira que está viajando pelo Brasil desde o ano passado, só que com um som mais pesado, porque a gente sabe que o PA (sistema de amplificação de som) lá fala alto — avança Chitãozinho. — E vamos ter a brilhante participação da Orquestra de Heliópolis e do Andreas Kisser (guitarrista do Sepultura). Quem sabe ele não faz o solo de “Evidências” (música lançada em 1990, que se seguiu, 30 anos depois, como a mais cantada nos karaokês do Brasil, foi interpretada por Bruno Mars em show do The Town e virou filme com Fabio Porchat e Sandy)?

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