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Bicampeão olímpico é ameaçado após ter nome ligado à morte de maratonista

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Eliud Kipchoge, maratonista bicampeão olímpico, revelou ter sofrido ameaças de morte após Kelvin Kiptum, outro maratonista queniano, morrer em um acidente de carro em fevereiro deste ano.

O nome de Kipchoge foi colocado em uma lista de pessoas que teriam conspirado para a morte de Kiptum. Os nomes foram amplamente divulgados nas redes sociais.

Kipchoge relatou que as ameaças não se restringiram apenas a ele. Alguns dos responsáveis pelos ataques citaram a família do maratonista.

“Recebi muitas coisas ruins: que vão queimar o campo (de treinamento), vão queimar meus investimentos na cidade, vão queimar minha casa, vão queimar minha família. Fiquei com muito medo dos meus filhos indo e voltando da escola. Às vezes eles andam de bicicleta, mas tivemos que pará-los porque nunca se sabe o que vai acontecer”, disse Kipchoge, em entrevista à BBC.

O maratonista foi aconselhado por sua equipe a deixar as redes sociais, mas não viu sentido na medida. Ele também optou por não se mudar e mantém sua rotina de treinos nas ruas —ele se prepara para as Olimpíadas de Paris.

O desempenho de Kipchoge caiu após as ameaças. Recentemente, ele foi apenas o décimo colocado na Maratona de Tóquio, seu pior resultado até aqui na carreira. Ele foi campeão olímpico em 2016 e 2021 e tenta o tri em Paris.

MORTE DE KIPTUM

Kiptum morreu no dia 11 de fevereiro deste ano. Ele estava em um carro junto com Gervais Hakizimana, seu treinador na época, quando se acidentaram em uma estrada no Quênia.

Kiptum havia batido a marca de Kipchoge e se tornado recordista mundial com um tempo de 2h00min35s na Maratona de Chicago de 2023.

O pai de Kiptum, Samson Cheruiyot, chegou a dizer à imprensa que pessoas desconhecidas haviam procurado pelo maratonista dias antes do acidente. Segundo ele, os indivíduos não se identificaram quando solicitado.

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