Brasil

Chuvas intensas deixam 147 mortos e cidades submersas no Rio Grande do Sul

rio grande do sul alagamento arquivo pessoal
Arquivo Pessoal

Desde o final de abril, o estado do Rio Grande do Sul vem enfrentando uma das piores crises climáticas de sua história. Até o momento, as incessantes chuvas resultaram na morte de 147 pessoas, com 806 feridos e 127 ainda desaparecidos, conforme atualização da Defesa Civil às 9h desta segunda-feira (13).

O impacto das chuvas é devastador: mais de 600 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, enfrentando a dura realidade de cidades completamente submersas. O lago Guaíba, um dos mais afetados, registrou um aumento significativo no seu nível, alcançando 4,80 metros — bem acima da cota de inundação de 3 metros, conforme dados recentes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura.

Em resposta à catástrofe, operações de resgate foram intensificadas. Mais de 76 mil pessoas e cerca de 10,8 mil animais foram evacuados das áreas mais críticas. As equipes de socorro, que incluem militares de outros estados e voluntários, têm utilizado barcos, helicópteros e motos aquáticas para alcançar e auxiliar os afetados.

Embora a previsão do tempo, fornecida pela MetSul, indique uma possível pausa nas chuvas no início desta semana, a queda nas temperaturas representa um novo desafio, especialmente para os mais de 80 mil cidadãos que encontram refúgio em abrigos temporários.

Scooby conta sobre dramas no resgate: ‘Corpo boiando

Em meio à calamidade causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o surfista Pedro Scooby, de 35 anos, tem se destacado não por suas habilidades nas ondas, mas por seu esforço em resgatar vítimas das fortes chuvas que assolam a região. Scooby, acompanhado de um grupo de atletas amigos, tem dedicado dias intensos ao trabalho voluntário, mostrando seu comprometimento com as causas humanitárias.

Ação solidária e suporte familiar

Desde sua chegada ao estado, o atleta relata ter dormido menos de dez horas nos últimos cinco dias devido ao tempo dedicado às operações de resgate. Em uma demonstração de apoio, sua esposa, Cintia Dicker, de 37 anos, mobilizou uma campanha que arrecadou dois caminhões de mantimentos em menos de 48 horas, enviados ao sul do país, região de origem dela.

Desafios e agradecimentos

Scooby também ressaltou os desafios enfrentados pelos voluntários, incluindo o risco de doenças como a leptospirose, transmitida pelo contato com água contaminada. O surfista agradeceu ao médico Gustavo Nogueira, que forneceu medicamentos essenciais para a equipe de resgate, além de conseguir uma doação significativa de 300 toneladas de suprimentos para as vítimas.

Apelo por mais ajuda

O esforço do surfista vai além do resgate físico. Scooby tem utilizado suas redes sociais para fazer um apelo por mais doações de água, alimentos, roupas e itens de higiene, essenciais para auxiliar os afetados pelas enchentes. Ele enfatiza a importância do envolvimento comunitário e da solidariedade neste momento crítico.

Um exemplo de dedicação

A atuação de Pedro Scooby nas enchentes do Rio Grande do Sul destaca a importância da empatia e da ação voluntária em tempos de crise. Sua iniciativa não apenas fornece auxílio imediato às vítimas, mas também inspira a sociedade a contribuir ativamente para mitigar os efeitos devastadores de desastres naturais.

To Top