Em um julgamento inédito, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está enfrentando seu primeiro processo criminal. Trump enfrenta 34 acusações relacionadas à manipulação contábil de um pagamento de US$ 130 mil à ex-atriz pornô Stormy Daniels. Se condenado, o ex-presidente pode até ser preso.
Início da Deliberação
Nesta quarta-feira (29), os jurados começaram a deliberar para determinar a culpa ou inocência de Trump. O juiz Juan Merchan instruiu formalmente o júri, detalhando cada uma das acusações e as possíveis penas associadas. As deliberações são realizadas em segredo e podem durar de minutos a semanas.
Processo de Deliberação
Os jurados podem se comunicar com o tribunal por meio de notas ao juiz, pedindo orientação legal ou a releitura de trechos específicos dos depoimentos. Já no primeiro dia, eles solicitaram ouvir novamente partes do depoimento de David Pecker, editor do “National Enquirer”, e que o juiz repetisse algumas instruções.
Possíveis Resultados
- Impasses no Júri: Se os jurados não chegarem a um consenso, o julgamento pode ser anulado, permitindo que o Ministério Público inicie um novo processo.
- Condenação Completa: Se condenado em todas as acusações, Trump pode pegar até quatro anos de prisão, embora analistas acreditem que uma multa e liberdade condicional sejam mais prováveis devido à sua idade e histórico.
- Condenação Parcial: Os jurados podem decidir que Trump é culpado de algumas acusações, mas não todas. Cada decisão deve ser unânime.
- Inocentação: Se inocentado, Trump não enfrentará outro processo relacionado a este caso específico.
Argumentos Finais
O promotor Joshua Steinglass argumentou que Trump conspirou para corromper a eleição de 2016 e tentou acobertar suas ações. Ele pediu aos jurados que considerassem o impacto político mais amplo das ações de Trump. Em contraste, o advogado de Trump, Todd Blanche, pediu que o júri focasse apenas nas evidências apresentadas, argumentando que elas não eram suficientes para uma condenação.
O pagamento a Stormy Daniels ocorreu semanas antes da eleição de 2016, supostamente para silenciar a atriz sobre um encontro sexual com Trump, o que ele nega. Steinglass afirmou que a ocultação desse pagamento configurou fraude eleitoral e falsificação de registros comerciais.
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