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Haddad e ministro da AGU se reúnem com Barroso para falar sobre correção do FGTS

Às vésperas do julgamento sobre a remuneração das contas do FGTS no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, para tratar do assunto. Uma das preocupações do governo federal é sobre os impactos da decisão na política habitacional.

O FGTS é a principal fonte de financiamento do programa Minha Casa Minha Vida. Atualmente, as contas vinculados ao Fundo são corrigidas por 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR).

Barroso propôs trocar o rendimento pela remuneração da caderneta de poupança. Também participaram do encontro o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron.

Durante a reunião, foram discutidos outros temas, em andamento o processo, como a dívida de alguns estados com a União, temas que estão em andamento no STF, segundo a assessoria do STF.

No Executivo, a avaliação é de que o STF vai confirmar a alteração na remuneração das contas a partir de 2025 e a estratégia agora é minimizar perdas.

A ação é o segundo item da pauta de quarta-feira. Até agora, três ministros votaram para substituir o atual parâmetro, o que, na prática, aumentaria os ganhos dos trabalhadores. Na regra atual, valores depositados no FGTS são corrigidos mensalmente pela Taxa Referencial (TR), mais juros de 3% ao ano.

O governo federal apresentou uma proposta alternativa, para que a correção seja pelo menos igual à inflação. O argumento da União é que o FGTS também tem função social e que o efeito da mudança seria bilionário — a estimativa de uma correção pela poupança é de um impacto de R$ 1,295 bilhão em 2025, com alta gradual nos anos seguintes, alcançando R$ 4,409 bilhões em 2030.

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