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Brasileirão tem líderes resistentes a desfalques com a Copa América

BRASILEIRÃO SÉRIE B
IMAGEM MIX VALE

Brasileirão tem líderes resistentes a desfalques com a Copa América Quando divulgou o calendário desta temporada do futebol brasileiro, a CBF afirmou haver livrado todos os clubes de sofrerem desfalques com as Datas Fifa, mas não impediu que jogadores ficassem ausentes em função da Copa América. O impacto deu as caras no Campeonato Brasileiro a partir da oitava rodada e agora começa a diminuir, conforme as seleções vão sendo eliminadas na competição continental.

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Quando começar a 14ª rodada, o Brasileirão terá tido mais rodadas com times desfalcados pelo torneio da Conmebol do que com elencos completos. São seis rodadas em que os impactos técnicos e físicos vêm sendo sentidos, e reclamados por treinadores e dirigentes. Porém, isso não tem se refletido tanto na classificação.

Ao todo, 15 times da Série A perderam uma soma de 32 jogadores no período. O líder no quesito é o Flamengo, que perdeu o chileno Pulgar e o quarteto de uruguaios De La Cruz, Arrascaeta, Viña e Varela. Na sequência, vem o São Paulo, com quatro desfalques, e Palmeiras, Internacional e Atlético-MG, com três cada.

Curiosamente, o Flamengo, mais “mutilado” pelas convocações e o que mais temia uma possível instabilidade, tem conseguido administrar as ausências e se sustenta na liderança da competição ao fim da 13ª rodada. Enquanto o vice-líder Palmeiras, que perdeu Endrick, na seleção brasileira e a caminho do Real Madrid, o colombiano Richard Ríos e o paraguaio Gustavo Gómez, apresenta o melhor aproveitamento no período, com 15 pontos em 18 possíveis (83,3%). Ontem, o alviverde bateu o Corinthians por 2 a 0.

O G4 deste “Brasileirão particular” se completa com Flamengo, Botafogo e Fortaleza, seguidos por Bahia, Cruzeiro e Vitória — o clube baiano foi um que cresceu no período.

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Ausências de nomes como Jhon Arias (Fluminense), Guilherme Arana (Atlético-MG) e Villasanti (Grêmio) podem ajudar a explicar as campanha ruins de seus respectivos times nos últimos tempos. Enquanto isso, clubes e torcedores “secam” para que as seleções sejam eliminadas rapidamente — o que já aconteceu com Chile e Paraguai nesta primeira fase.

A partir desta quinta-feira, o mata-mata começa nos Estados Unidos, e pode trazer mais jogadores mais cedo de volta para o Brasileirão. Mas para quem tem jogadores dos favoritos, como Argentina, Uruguai, Brasil e Colômbia, o drama dos desfalques pode se estender até a final, em 14 de julho.

Elencos inchados

A quantidade de ausências tem obrigado os clubes a “se virar” com as soluções alternativas, já que a janela de transferências também só se abre no próximo dia 10 — apenas quatro dias antes da final da Copa América. O Botafogo, que perdeu o venezuelano Savarino, ainda precisará esperar algum tempo pela chegada do seu novo reforço, o argentino Thiago Almada, que ainda vai disputar as Olimpíadas.

Porém, as “soluções caseiras” não necessariamente suprem a lacuna técnica, e têm feito deste Brasileirão um torneio inchado no número de atletas que já foram a campo. Até agora, 550 jogadores já foram utilizados nestas 13 primeiras rodadas, o que faz o campeonato apresentar uma média de 27,5 atletas por time. A cada rodada, uma equipe promove, em média, a estreia de dois jogadores.

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Um lado positivo é que muitos destes têm recebido a chance de mostrar serviço, assim como garotos da base têm obtido suas primeiras chances. Porém, os treinadores precisam lidar com atletas que não mantêm o mesmo nível técnico e físico de seu time completo. Gabriel Milito, treinador do Atlético-MG, externou sua reclamação pela quantidade de mudanças que tem sido obrigado a fazer, após empate em casa com o Atlético-GO.

Por convocação, o clube perdeu Guilherme Arana, o chileno Vargas e o equatoriano Alan Franco, mas, ao total, foram 12 desfalques por diversos motivos.

— Jogamos com os jogadores disponíveis, ponto. Eu sei que há sete jogadores que não vou utilizar. É o mesmo que eu chamar meu irmão, meu pai e meu primo e vamos ao banco — desabafou.

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