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Auxílio-Doença: quem não contribui com INSS pode se afastar?

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Tarcisio Schnaider/shutterstock.com Tarcisio Schnaider/shutterstock.com

Auxílio-Doença: quem não contribui com INSS pode se afastar? Para ter direito ao auxílio-doença, em regra, é necessário ser contribuinte da Previdência Social. No entanto, existem algumas situações em que pessoas que não contribuem para o INSS podem ter direito ao benefício. Vamos explorar essas situações e entender quando a falta de contribuição não impede o recebimento do auxílio-doença.

Quem Não Contribui com o INSS?

Todos que trabalham formalmente são obrigados, por lei, a contribuir com o INSS. Esses trabalhadores são chamados de segurados obrigatórios e incluem:

  • Contribuinte individual
  • Autônomo
  • Microempreendedor Individual (MEI)

Além disso, há casos em que a obrigação de pagar o INSS recai sobre terceiros, como:

  • Empregados
  • Empregados domésticos
  • Trabalhadores avulsos
  • Prestadores de serviços
  • Segurados especiais

Por outro lado, indivíduos que não exercem atividade remunerada, como desempregados, estudantes, estagiários, donas de casa e síndicos de condomínio não remunerados, não são obrigados a contribuir com o INSS. No entanto, eles podem optar por pagar o INSS como segurados facultativos para ter direito aos benefícios previdenciários.

Situações em Que Não Contribuintes do INSS Podem Receber Auxílio-Doença

A regra geral para ter direito ao auxílio-doença é ser segurado do INSS, ou seja, estar contribuindo regularmente para a Previdência Social. Contudo, existem exceções:

  1. Desempregados:
    • Podem continuar tendo direito ao auxílio-doença durante o chamado “período de graça”, que varia de 6 a 36 meses, dependendo da situação do trabalhador.
  2. Segurados facultativos que deixaram de pagar o INSS:
    • Ainda podem estar cobertos pelo período de graça.
  3. Trabalhadores sem obrigação legal de pagar o INSS:
    • Empregados sem carteira assinada: Apesar de não pagarem diretamente, o empregador é responsável pela contribuição.
    • Empregados domésticos: Devem ter sua contribuição feita pelo empregador se trabalham mais de dois dias por semana.
    • Prestadores de serviço: A empresa para a qual trabalham deve fazer a contribuição.
    • Segurados especiais: Inclui produtores rurais, pescadores artesanais e outros trabalhadores extrativistas que podem ter direito aos benefícios sem contribuir diretamente.

Período de Graça e Benefícios

O “período de graça” é um intervalo após o fim das contribuições em que o trabalhador ainda mantém os direitos previdenciários. A duração desse período depende de vários fatores, como o tipo de segurado e o motivo pelo qual parou de contribuir.

Outros Requisitos para Receber Auxílio-Doença Sem Contribuição

Além de estar no período de graça, é necessário cumprir a carência de 12 meses de contribuição, salvo exceções para doenças graves ou acidentes de trabalho, onde a carência pode ser dispensada.

Mesmo sem contribuição ativa, algumas pessoas podem ter direito ao auxílio-doença devido às especificidades da legislação previdenciária e às condições de contribuição. É crucial estar bem informado e, se necessário, buscar orientação jurídica para garantir os direitos previstos em lei.

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