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Percepção da economia melhora entre os mais pobres e 66% aprovam críticas de Lula ao BC, aponta pesquisa

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Brasileiros que ganham até dois salários mínimos estão mais otimistas com a economia do país. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (dia 9) indica que a parcela dos eleitores mais pobres que avaliam que a economia melhorou nos últimos 12 meses foi de 33%, em maio, para 37% em julho. A que vê uma piora nesse período foi de 28% para 24%. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais em 120 municípios entre os dias 5 e 8 de julho. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro para o conjunto da população é 2 pontos para mais ou para menos.

Desse modo, a percepção de melhora na economia ficou 13 pontos acima da de piora, diferença que não era alcançada desde outubro de 2023, primeiro ano do atual governo.

Nas outras duas faixas de renda pesquisadas (de 2 a 5 salários mínimos e mais de 5 salários mínimos), a percepção de que a economia piorou nos últimos 12 meses segue maior.

O levantamento ainda apontou que 63% dos eleitores avaliam que o poder de compra dos brasileiros é menor do que comparado um ano atrás, patamar inferior aos 67% registrados em maio. Para 70% deles, o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês, e 61% notaram que o valor das contas de água e luz também aumentou.

Subida do dólar e política do BC

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre as recentes altas do dólar. Para 53%, as falas do presidente Lula não são a principal razão para o aumento da moeda americana, enquanto outros 34% atribuem a falas do presidente a principal causa da valorização. 13% não sabem ou não responderam.

O dólar subiu 14,75% em 2024 e, desde maio, a alta é de 6%. Alguns analistas têm atribuído parte dessa valorização a críticas de Lula ao Banco Central e ao presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto.

Outro aspecto do levantamento da Quaest mostrou que 75% dos brasileiros acreditam que a alta do dólar vai afetar os preços dos alimentos e dos combustíveis no Brasil. Para 18% dos entrevistados, a alta da moeda americana não terá impacto.

Ainda sobre o BC, 66% dos entrevistados disseram concordar com as críticas de Lula à política de juros do Banco Central.

A autoridade monetária define a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. Depois de um ciclo de sete quedas consecutivas, desde agosto passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,50% ao ano.

Já 23% dos entrevistados não concorda com as falas do petista nesse sentido e outros 11% não sabem ou não responderam.

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