Na última terça-feira (30), o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, esteve a poucos metros do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, durante a cerimônia de posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Alckmin, representando o governo Lula, não teve contato com Haniyeh durante o evento.
Assassinato de Haniyeh
Horas após a cerimônia, Haniyeh foi assassinado em Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã confirmou o incidente, informando que Haniyeh e um de seus guarda-costas foram mortos em um ataque à residência do líder do Hamas. O grupo palestino divulgou um comunicado confirmando a morte e descreveu o ataque como “aéreo e traiçoeiro”.
Repercussões Internacionais
Até o momento, Israel não comentou sobre o assassinato, embora anteriormente tenha prometido retaliar contra líderes do Hamas após o ataque do grupo em 7 de outubro, que resultou na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de cerca de 250 reféns. A administração dos Estados Unidos, sob o comando de Joe Biden, também não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
Reação Palestina
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, condenou veementemente o assassinato. Grupos palestinos convocaram uma greve geral e manifestações em massa em resposta à morte de Haniyeh. Em maio, o Tribunal Penal Internacional havia solicitado a prisão de Haniyeh por crimes de guerra relacionados ao conflito entre Israel e Hamas.
Contexto da Posse
A cerimônia de posse do novo presidente do Irã contou com a presença de diversas autoridades internacionais. Alckmin, em primeiro plano, estava entre os convidados, assim como Haniyeh, evidenciando a complexidade das relações diplomáticas no Oriente Médio.