Durante a disputa da maratona aquática nas Olimpíadas de Paris-2024, a nadadora brasileira Ana Marcela Cunha revelou que engoliu água do Rio Sena, onde a prova foi realizada. O evento ocorreu nesta quinta-feira, e a atleta terminou na quarta posição, fora do pódio após conquistar o ouro nos Jogos de Tóquio em 2021.
Preocupações com a Qualidade da Água
Após a competição, Ana Marcela comentou com bom humor sobre o incidente. “Eu não vi nada. Foram umas goladas pra dentro. Vamos rezar pelo próximo dia e tá tudo certo”, disse à reportagem do GE. Viviane Jungblut, que ficou em 11º lugar, também confirmou que ingeriu água durante a prova.
Casos de Infecção Anteriores
A preocupação com a qualidade da água do Sena aumentou depois que quatro atletas de provas aquáticas foram diagnosticados com infecções gastrointestinais após nadarem no rio. Entre os infectados estão a belga Claire Michel, o suíço Adrien Briffod e os triatletas portugueses Vasco Vilaça e Melaine Santos.
Confiança na Organização
Apesar dos incidentes, Ana Marcela demonstrou confiança na organização do evento. “Teve gente que veio aqui e não saiu se sentindo tão bem, teve gente que ficou meio mareado. Não senti cheiro, nem nada. Vamos ver nos próximos dias. Mas não acredito, a gente acredita na organização, não acho que eles iriam brincar com a saúde dos atletas”, afirmou.
Última Prova no Sena
A maratona aquática masculina será disputada nesta sexta-feira, encerrando as competições no Rio Sena nas Olimpíadas de Paris. Guilherme Costa, conhecido como “Cachorrão”, representará o Brasil na prova.
Medidas de Segurança
O World Triathlon e o Comitê Olímpico Internacional (COI) garantiram que a água do Rio Sena estaria em níveis seguros para os atletas. No entanto, o Comitê Olímpico Português destacou que, apesar dos limites de segurança, ainda existe um risco de infecção.
Conclusão
Embora não haja confirmação oficial de que os casos de infecção foram causados pela água do Rio Sena, a situação levanta preocupações sobre a segurança dos atletas em eventos futuros.